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Brasil fecha 2017 com menor inflação em 19 anos, a 2,95%

10/01/2018 14h22

Brasília, 10 Jan 2018 (AFP) - O Brasil encerrou 2017 com sua menor taxa de inflação em quase 20 anos, a 2,95% - a mais baixa desde 1998 e abaixo do piso da meta da Banco Central (BC).

A taxa foi influenciada por uma deflação dos preços agrícolas e, portanto, dos alimentos, segundo revelaram nesta quarta-feira os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice anual superou os 2,79% previstos pelos operadores do mercado, que já antecipam um cenário menos benéfico em 2018, quando os preços devem subir 3,95%.

A inflação de 2017 ficou acima apenas do 1,65% registrado em 1998, três anos após a entrada em vigor do real.

A marca de 2,95% é inferior ao piso da meta de 3% estabelecido pelo BC, cujo centro era de 4,5%, com margem de 1,5 ponto percentual nos dois sentidos.

Agora, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, terá que redigir uma carta ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, explicando as razões da diferença.

- Alimentos -O ano de 2017 foi marcado por uma queda dos preços de alimentos, devido a uma colheita recode, projetada oficialmente em 241,9 milhões de toneladas.

Os preços dos alimentos caíram 1,87% em 2017. Já os gastos com saúde subiram 6,52%, os de transporte, 4,1%, e os de educação, 7,11%.

A desaceleração dos preços manteve o indicador longe da marca de 6,29% de 2016 e dos 10,67% anotado no anterior, o que dá espaço para que o BC mantenha a política de cortes na taxa de juros.

A entidade que rege o sistema financeiro já antecipou a possibilidade de novas reduções após chegar à taxa atual, de 7%, um mínimo histórico. O objetivo seria estimular o consumo e o investimento.

Mas a aceleração dos preços ao consumidor no último mês do ano passado poderia ser um sinal das previsões menos otimistas dos analistas para 2018.

Em dezembro, a inflação foi de 0,44%, contra 0,28% de novembro. A aceleração foi estimulada pelos alimentos, que interromperam uma sequência de sete meses em baixa para saltar 0,54%.

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