Bolsas

Câmbio

Economia brasileira cresceu 1,0% em 2017, depois de dois anos em baixa

Brasília, 1 Mar 2018 (AFP) - A economia brasileira cresceu 1,0% em 2017, um resultado que está de acordo com o esperado e que confirma a saída do país de uma das piores recessões de sua história, segundo dados oficiais divulgados nesta quinta-feira.

A melhoria foi liderada pelo desempenho do setor agropecuário e, em menor medida, pelos serviços. A indústria, por sua vez, se manteve estável.

A média dos analistas consultados pela agência Bloomberg esperava por uma expansão anual do Produto Interno Bruto de 1,1%. Também calculavam um crescimento de 0,4% no quarto trimestre de 2017 a respeito do trimestre anterior na medição com ajuste sazonal, muito acima do 0,1% informado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Foi o quarto resultado positivo consecutivo dessa comparação", assinalou.

A economia brasileira experimentou uma forte contração em 2015 e 2016, ambas de 3,5%, um ciclo negativo combinado com recessão, inflação alta e uma grave crise política.

A atividade começou a se recuperar no primeiro trimestre de 2017, a princípio pelas mãos do agronegócio e das exportações, para depois mostrar uma reativação incipiente no consumo das famílias.

O governo projeta para 2018 um crescimento do 3%, enquanto o mercado prevê 2,8%.

Na véspera, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) divulgou uma estimativa menos otimista: entre 2,2% e 2,4%.

Depois da crise de 2015 e 2016, o Brasil conseguiu controlar a inflação e abriu um ciclo de cortes da taxa básica de juros para promover uma reativação da atividade que a levou a seu mínimo histórico de 6,75%.

Mas o país ainda luta contra um desemprego elevado, que atinge 12,7 milhões de brasileiros, e um déficit fiscal crescente alimentado pelo sistema previdenciário, principal responsável pela condição vermelha nas contas públicas.

O governo não conseguiu fazer a reforma da Previdência, objetivo autoimposto como vital para sua gestão, o que motivou uma reação negativa do mercado: a S&P Global Ratings e a Fitch rebaixaram a nota de risco soberano do Brasil, alegando que o país talvez não consiga cobrir seu déficit.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Newsletter UOL

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos