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Li Ka-shing, o homem mais rico de Hong Kong, anuncia aposentadoria

  • Reprodução/Incept

Hong Kong, 16 Mar 2018 (AFP) - Li Ka-shing, o homem mais rico de Hong Kong, anunciou nesta sexta-feira (16) sua aposentadoria, concluindo, aos 89 anos, uma longa carreira marcado pelo bom faro para negócios.

Li criou um império presente em países de todo o mundo, em setores tão distintos como o comércio, as telecomunicação e os serviços aeroportuários.

Proprietário de empresas como CK Hutchison, CK Asset Holdings, CK Infrastructure Holdings e Power Assets Holdings, ele se tornou uma figura emblemática de Hong Kong, antiga colônia britânica que voltou ao controle da China em 1997.

Chamado de "Superman" por seu bom faro para negócios, Li nasceu na cidade chinesa de Chaozhou, em 1928. Sua família fugiu para Hong Kong durante a guerra sino-japonesa. Em 2012, contou à revista Forbes que da escola assistia aos bombardeios.

Em 1950, com US$ 8.700 de capital, fundou seu primeiro negócio, uma fábrica de flores de plástico chamada Cheung Kong, o nome do cantonês do rio Yangtsé.

Nos anos 1960, ele enriqueceu com seus investimentos no setor imobiliário em Hong Kong e passou a investir em outros setores como a distribuição, as telecomunicações, ou os serviços. Também investiu no exterior, particularmente no setor energético no Canadá.

Nos anos 1990 fez grandes investimentos no setor imobiliário da China continental, mas vendeu muitos ativos em seguida, um sinal da perda de confiança na economia chinesa.

Recentemente Li Ka-shing organizou suas empresas. Em novembro, a CK Assets Holdings vendeu sua participação no arranha-céus Center, uma das joias de Li em Hong Kong, por 40,2 bilhões de dólares honcongueses, um valor recorde.

Estratégia

De acordo com seus analistas, a operação faz parte de uma estratégia de diversificação para investir em outros setores, como infraestruturas e energia.

As empresas de Li estão presentes em Reino Unido, Holanda, Nova Zelândia e Portugal, entre outros. Segundo a Forbes, eles têm 310 mil funcionários no mundo todo.

Contudo, os desinvestimentos de Li Ka-shing lhe renderam críticas na China.

"Ele merece o apelido de 'Superman', mas talvez não esteja pronto para o papel de guia para o futuro", escreveu em 2015 o Global Times, próximo ao Partido Comunista chinês. "Os investimentos do senhor Li são uma gota d'água comparadas ao tamanho enorme da economia chinesa", acrescentou o jornal.

Li está no 23º lugar da lista dos mais ricos do mundo em 2018 publicada pela Forbes, a três colocações de Jack Ma, fundador da Alibaba, e seis atrás de Pony Ma, presidente de Tencent, outro dos gigantes digitais da China.

A riqueza do 'Superman' está estimada em US$ 34,9 bilhões (cerca de 28 bilhões de euros).

Em 2015, ele anunciou uma importante reorganização de seu império, interpretada como a fase anterior à sua saída para dar lugar ao seu filho mais velho, Victor.

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