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Um morto e um desaparecido entre funcionários da Lafarge na Síria

Ain Issa, Síria, 21 Mar 2018 (AFP) - Um funcionário na Síria da empresa de material de construção Lafarge morreu e um permanece desaparecido - aponta uma investigação da AFP sobre o grupo francês, acusado pela Justiça de financiar o "terrorismo" e de colocar em perigo seus funcionários entre 2011 e 2015.

Em 2013, Yasin Ismail, que trabalhava desde 2009 na fábrica da Lafarge em Jalabiya, norte da Síria, foi "detido pelos jihadistas" do futuro grupo Estado Islâmico, que "o executaram após vários meses de cativeiro", disseram à AFP diversos membros de sua família na cidade de Ain Isa.

O sequestro de Yasin Ismail pelo EI e sua morte foram confirmados à AFP por três de seus colegas na Lafarge.

Yasin Yasin, tio da vítima, disse que o sequestro pode estar relacionado com o fato de que ele trabalhava na Lafarge, porque "a fábrica ficava na área curda, e o EI o matou sob a acusação de ser um espião dos curdos".

Também em 2013 outro funcionário da Lafarge, Abdul Al Homada, desapareceu em Aleppo, a 150 quilômetros da fábrica, quando seguia para um banco da cidade para receber o salário, relataram à AFP quatro colegas de trabalho.

De acordo com as fontes, Homada provavelmente foi assassinado.

Em novembro de 2016, 11 ex-funcionários da ONG francesa Sherpa processaram a Lafarge, sua filial síria Lafarge Cement Syria (LCS) e vários de seus diretores por "financiamento do terrorismo" e por "colocar em perigo de forma deliberada a vida alheia", em particular entre 2012 e 2014.

Desde então, seis ex-diretores da Lafarge foram indiciados.

A LafargeHolcim, empresa nascida em 2015 da fusão da francesa Lafarge com a suíça Holcim, afirmou "não ter conhecimento de que um colaborador da Lafarge Síria faleceu em consequência de um sequestro".

Christian Herrault, que foi diretor-geral da Lafarge, disse à Justiça francesa em dezembro que a empresa pagou resgate de todos os sequestros.

Ele admitiu que Abdul al-Homada "nunca foi encontrado".

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