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Equador diz que equipe de imprensa sequestrada na fronteira com a Colômbia está bem

31/03/2018 20h32

Quito, 31 Mar 2018 (AFP) - A equipe do jornal El Comercio de Quito, sequestrada na segunda-feira passada na fronteira com a Colômbia por dissidentes da guerrilha das Farc, passa "bem", segundo indicou neste sábado o ministro do Interior do Equador, César Navas.

"Até ontem (sexta-feira) a informação que tínhamos é que estavam bem, e a situação é tão estável", declarou a jornalistas pouco antes de se reunir com parentes do repórter, fotógrafo e motorista sequestrados.

Ele informou que o encontro, realizado a portas fechadas em Quito, serviria para "informar as famílias do progresso" das autoridades para garantir a libertação dos reféns.

"O que queremos é que nossos três cidadãos retornem em breve para o nosso país", disse Navas.

As autoridades equatorianas acreditam que a equipe de reportagem foi levada para o lado colombiano da fronteira depois de ser sequestrada na cidade fronteiriça de Mataje, na província costeira de Esmeraldas.

O repórter, o fotógrafo e o motorista do carro do El Comercio, um dos jornais mais influentes do Equador, estão nas mãos de um grupo vinculado ao narcotráfico que não participou do processo de paz com a guerrilha das Farc, já extintas.

"O líder deste grupo é o terrorista conhecido como Guacho, e ele é, sem dúvida alguma, a pessoa responsável (...) pelo sequestro", afirmou o general Alberto Mejía, comandante das Forças Militares, em entrevista à rádio RCN.

Guacho, um equatoriano identificado pela Inteligência militar como Walter Artízala, de não mais de 35 anos, foi guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) por 15 anos, tempo em que se especializou em explosivos, narcotráfico e finanças.

Após se esquivar do acordo de paz com o agora partido político Força Alternativa Revolucionária do Comum, ficou à frente de um grupo de 70 a 80 homens e se movimenta entre ambos os países por uma região de floresta que serve de rota para o tráfico de drogas.

O suposto responsável do sequestro dos equatorianos também é apontado pelas autoridades como autor de um ataque com explosivos que deixou cerca 200.000 pessoas sem luz no porto colombiano Tumaco, na área de fronteira.

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