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Déficit comercial dos EUA aumenta em fevereiro e é o maior em 9 anos

05/04/2018 19h07

Washington, 5 Abr 2018 (AFP) - O déficit comercial de Estados Unidos se aprofundou pelo sexto mês consecutivo, chegando a seu maior nível desde outubro de 2008, anunciou nesta quinta-feira o departamento de Comércio.

O saldo deficitário crônico do intercâmbio comercial dos Estados Unidos em relação ao resto do mundo aumentou 1,6% em um mês, para ficar em 57,6 bilhões de dólares.

O déficit de fevereiro foi superior ao esperado pelos analistas, que projetavam que ficasse em 56,7 bilhões.

As exportações de bens e serviços subiram a um recorde de 204,4 bilhões de dólares, mas foram menores que as importações, que tiveram um montante de 262 bilhões - também recorde.

O déficit em produtos (75,9 bilhões de dólares) chegou ao seu nível mais elevado desde julho de 2008, apesar de uma queda líquida do desequilíbrio com a China, em meio a crescentes importações comerciais entre ambos os países.

O déficit com a China recuou 18,6%, a 29,3 bilhões de dólares, com queda de 14,7% nas importações e exportações estáveis.

A redução do déficit acontece em meio à batalha do presidente Donald Trump contra os grandes parceiros comerciais dos Estados Unidos, com medidas que despertam temores de uma guerra comercial.

O aumento da importação de bens industriais fez o déficit subir 1,56%, a 57,6 bilhões de dólares, após correções sazonais, e é o mais alto desde outubro de 2008.

Uma década de sólido crescimento do emprego e do salário estimulou uma sólida demanda de consumidores e da indústria nos Estados Unidos.

O país se encaminha a superar o déficit comercial de 2017 que foi o mais alto desde a crise financeira de 2008.

"Os Estados Unidos continuam crescendo mais rapidamente que a maioria dos outros grandes países industrializados, de forma que não deveria surpreender que o déficit comercial piore", disse o economista Joel Naroff em nota aos seus clientes.

"As tarifas poderiam ser uma boa ferramenta para mudar o modelo comercial, mas tendem a elevar os preços", acrescentou.

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