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EUA crescem menos, mas superam as previsões

27/04/2018 17h25

Washington, 27 Abr 2018 (AFP) -

A economia americana desacelerou no primeiro trimestre de 2018 devido a uma queda nas exportações e no consumo, segundo a primeira estimativa divulgada pelo departamento do Comércio.

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,3% entre janeiro e março, contra os 2,9% registrados no último trimestre de 2017, segundo a primeira estimativa divulgada nesta sexta-feira (27) pelo Departamento de Comércio.

No entanto, os analistas previram um crescimento menor, de 2,1%, nos primeiros três meses de 2018, seguindo a tendência dos últimos anos e apesar do impulso derivado dos amplos cortes tributários fixados em dezembro.

O resultado sugere que a atual expansão econômica não foi interrompida, o que pode oferecer à Casa Branca uma medida de alívio, já que as previsões de crescimento mais fraco não se cumpriram.

Os economistas acreditam que as anomalias estatísticas podem explicar parte da fraqueza, o que significa que o crescimento do primeiro trimestre pode ser mais forte em revisões futuras.

O presidente Donald Trump prometeu fazer os Estados Unidos voltarem a um crescimento anual de 3% ou mais, e aposta em uma economia de baixo-custo para produzir rendimentos mais elevados a nível estadual e, assim, compensar os US$ 1,6 trilhão em cortes de impostos.

No entanto, os economistas dizem que o atual ritmo de crescimento está provavelmente acima do potencial. Assim, o crescimento sustentado de 3% não é realista.

Não se espera que o Federal Reserve eleve as taxas de juros em sua reunião periódica sobre política monetária agendada para a próxima semana, mas um crescimento acima da expectativa e sinais de aumento dos preços e salários também divulgados nesta sexta-feira pode aumentar a pressão sobre o banco central para ajustar sua política mais rapidamente.

O consumo teve o seu trimestre mais lento em mais de quatro anos, com um aumento de 1,1%, após um salto de 4% no trimestre anterior, quando os desastres naturais no sul e no oeste dos Estados Unidos alimentaram um boom nas compras de bens e suprimentos de varejo.

- Efeito de furacões -Ian Shepherdson, analista da Pantheon Macroeconomics, disse que os resultados do primeiro trimestre foram "dominados" pelos efeitos dos furacões que castigaram os Estados Unidos no último verão.

"A média para os dois trimestres, 2%, está alinhada com a tendência prévia", disse em nota a seus clientes. No entanto, "o gasto do governo aumentará enquanto durarem os estímulos fiscais".

O gasto dos consumidores subiu 1,1%; sua menor taxa em mais de quatro anos, depois de ter disparado 4% no trimestre anterior devido a desastres climáticos que resultaram em mais compras para a reparação de danos.

Em contrapartida, os consumidores gastaram menos em automóveis roupas e em comidas e bebidas, diz o relatório. As agências imobiliárias reduziram suas comissões.

Economistas esperam que o PIB americano avance 3% ou mais no segundo trimestre uma vez que as distorções do primeiro trimestre sejam corrigidas.

"Os indicadores econômicos do mercado imobiliário e setores de consumo foram muito saudáveis em março, o que é um bom ponto de partida para a atividade do segundo trimestre", disse Mickey Levy, analista da Berenberg Capital Markets .

Entretanto, a inflação subjacente medida pelo índice PCE, teve seu mais alto trimestre em mais de 10 anos, com alta de 2,5%. Essa inflação subjacente exclui preços voláteis como energia e alimentos.

Esses 2,5% estão 6 décimos de ponto percentual acima do quarto trimestre de 2017 e, pela primeira vez em dois anos, coloca a inflação acima da meta de 2%, estabelecida pelo Federal Reserve.

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