Bolsas

Câmbio

Comissão Europeia propõe orçamento de EUR 1,279 trilhão para 2021-2027

Bruxelas, 2 Mai 2018 (AFP) - O primeiro orçamento da União Europeia (UE) sem o Reino Unido pode alcançar 1,279 trilhão de euros para o período 2021-2027, uma alta apesar da saída de um país que é contribuinte líquido, anunciou nesta quarta-feira a Comissão Europeia.

"Nossas propostas se traduzem em um valor global de 1,279 trilhão de euros", anunciou na Eurocâmara o presidente do Executivo comunitário, Jean-Claude Juncker, para quem o projeto, que representa 1,11% da renda nacional bruta do bloco, é "razoável".

A UE começa assim a formatar seu futuro financeiro sem o Reino Unido, cuja saída do bloco em março de 2019 - mas com o prosseguimento da contribuição ao orçamento até o fim do atual plano plurianual, em dezembro de 2020 - representa um deficit de 15 bilhões de euros, de acordo com Juncker.

Apesar da saída dos britânicos, o valor total aumenta. Os ainda 27 sócios de Londres deverão destinar 1,11% de sua renda nacional bruta para o orçamento comunitário, contra 1% do Marco Financeiro Plurianual (MFP) 2014-2020, que contava com o Reino Unido.

A quantia em valor corrente passa assim de 1,087 trilhão de euros para 1,279 trilhão, de acordo com os dados da Comissão, que, no entanto, também programa cortes em algumas políticas, especialmente depois de expandir os programas comunitários a âmbitos como segurança e defesa.

A Política Agrícola Comum (PAC) e a política de Coesão, que no orçamento plurianual anterior representavam mais de dois terços do valor total, devem passar por uma "redução moderada" de quase 5% cada, informou o Executivo comunitário.

A Espanha é um dos principais beneficiárias da PAC no atual MFP, com 42,931 bilhões de euros, e da política que busca reduzir a diferença entre as regiões europeias, com 31,28 bilhões de euros, de acordo com dados da Comissão.

A proposta europeia precisa ser aprovada por unanimidade pelos países do bloco, assim como pelo Parlamento Europeu, mas as negociações prometem ser complexas, sobretudo pela vontade de Bruxelas de vincular o acesso aos fundos ao respeito do Estado de direito.

Embora Juncker tenha afirmado que a proposta "não se dirige a nenhum Estado membro em particular", a ideia foi anunciada em um contexto de tensão entre a Comissão e o governo da Polônia pela situação do Estado de direito neste país da ex-órbita soviética, maior beneficiário dos fundos de coesão.

"Não aceitaremos mecanismos arbitrários que façam da gestão de fundos um instrumento de pressão política a la carte", advertiu o vice-ministro polonês para os Assuntos Europeus, Konrad Szymanski.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Newsletter UOL

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos