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Governo peruano quer proibir sacolas plásticas

03/05/2018 17h17

Lima, 3 Mai 2018 (AFP) -

O governo peruano irá propor proibir gradualmente o uso de sacolas plásticas visando a redução em 35% de sua utilização no primeiro ano, de acordo com um projeto de lei que será apresentado ao Congresso, noticiou um jornal de Lima nesta quinta-feira (3).

O projeto de Lei do Plástico, elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente, planeja proibir as sacolas plásticas pequenas e obrigar os supermercados e qualquer tipo de estabelecimento a vender as de tamanho maior ao invés de entregá-las gratuitamente. Ambas as medidas fazem parte de uma estratégia para reduzir a contaminação.

"O ministério conta com um projeto pronto que será socializado no Congresso nas próximas semanas", assegurou o vice-ministro de Gestão Ambiental, Marcos Alegre Chang, em declarações ao jornal La República.

A proposta do governo autorizará nos comércios somente o uso de sacolas médias de acordo com dimensões técnicas. O objetivo é reduzir em 35% o mercado de sacolas plásticas nos primeiros 12 meses da aplicação da lei, segundo as autoridades.

"Quando for indispensável usar uma sacola, ou enquanto estiver no período de transição, circulariam somente as que tiverem certa grossura que lhes permitam ser reutilizáveis, de no mínimo 30 centímetros de largura e que tenha mensagens ambientalistas que ajudem na conscientização das pessoas", detalhou o vice-ministro.

A estratégia aponta para restringir o uso de sacolas plásticas de maior tamanho, que deverão ser adquiridas pelos consumidores.

Os canudos e recipientes de poliestireno para alimentos também serão incluídos neste regulamento, de acordo com o projeto.

"Proibir sacolas plásticas, canudos e o uso de 'tecnopor' é uma medida correta, visando não apenas reduzir o nível de desperdício/poluição que gera, mas também converter o cidadão devidamente informado em um agente real de mudança", tuitou o ex-ministro peruano do Meio Ambiente Manuel Pulgar Vidal, atual líder de Clima e Energia da fundação WWF Internacional.

O projeto será o terceiro sobre o tema recebido pelo Congresso.

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