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Região da Bolívia entra em greve para receber impostos de campo de gás

08/05/2018 16h50

La Paz, 8 Mai 2018 (AFP) -

O estado boliviano de Chuquisaca, no sudeste do país, teve nesta terça-feira bloqueios de estradas, fechamento de seu aeroporto e paralisação de comércio, devido a protestos civis motivados pela disputa com uma região vizinha pelos impostos pagos por um consórcio franco-russo-argentino de um grande campo de gás.

Sucre, capital de Chuquisaca e da Bolívia, e sede do poder Judiciário, registrou uma greve civil, que aumenta desde a semana passada, para exigir do governo a divisão dos tributos arrecadados no campo Incahuasi com o estado vizinho de Santa Cruz. A região considera que parte da exploração acontece dentro de seu território.

Incahuasi começou a ser operado em agosto de 2016 pela francesa Total, a russa Gazprom e a argentina Tecpetrol, que possuem 90% das ações. Os 10% restantes são da petroleira estatal boliviana YPBF.

Os protestos não paralisaram a produção de gás, que tem como principal destino o mercado argentino.

As manifestações aumentaram nesta terça-feira, quando o governador de Chuquisaca, o governista Esteban Urquizo, foi obrigado a fugir a pé de uma turba de moradores opositores que tentaram agredi-lo, enquanto acontecia uma reunião de líderes políticos e civis locais para avaliar o conflito, segundo imagens das emissoras privadas ATB e Red Uno.

A rádio privada Erbol informou que alguns estabelecimentos comerciais foram saqueados e que o lixo de Sucre - cidade com cerca de 300 mil habitantes - começava a invadir ruas e avenidas, pois o serviço público de coleta não conseguiu funcionar.

O aeroporto Alcantarí "se vê afetado por esta paralisação", informou Javier Arévalo, diretor da empresa AASANA, que administra o terminal.

O governo de Morales exigiu o fim das medidas de pressão e propôs, para superar o conflito, maiores investimentos em hidrocarbonetos para a região - o que não deixou a oposição satisfeita.

O líder do sindicato Central Obrera Departamental (COD) de Chuquisaca, Carlos Salazar, afirmou que se não houver acordo com o governo, será preciso "radicalizar as medidas de pressão".

Os hidrocarbonetos bolivianos foram nacionalizados por Morales em 2006, no começo de seu governo.

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