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Ambientalistas chilenos pedem fechamento de 10 usinas termoelétricas

Santiago, 10 Mai 2018 (AFP) - Ambientalistas chilenos pediram nesta quinta-feira o fechamento de dez das 27 usinas termoelétricas a carvão altamente poluentes do país.

Segundo um estudo realizado pela Kas Ingeniería e divulgado pela ONG Chile Sustentable, as usinas termoelétricas mais poluentes estão situadas em três localidades do norte do país: Tocopilla, Iquique e Mejillones.

Seis delas são exploradas pela francesa Engie, três pela chilena AES Gener e uma pela italiana Enel.

"Se as fechássemos, o país ficaria com uma matriz elétrica limpa", afirma a Chile Sustentable, que lembra que o Chile conta com uma capacidade instalada de 22.045 MW apesar de que a demanda energética só requer 10.344 MW.

As 27 usinas a carvão existentes no Chile, que produzem 44% da matriz energética, são responsáveis por 91% das emissões de dióxido de carbono, de 88% das de material particulado, de 97% de dióxido de enxofre e de 91% de óxidos de nitrogênio de todo o parque elétrico nacional.

"Por que continuar pagando por usinas ociosas e sujas?", questiona a ONG em um comunicado.

No ano passado, a Engie e a Enel, assim como outras duas empresas de geração elétrica chilenas, acordaram com o governo chileno desistir de construir cinco novas termoelétricas no norte do país.

Pouco depois, o governo se comprometeu a eliminar progressivamente as usinas a carvão até 2050, quando se espera que 90% de sua matriz energética venha de energias limpas, principalmente de fontes renováveis não convencionais como o sol e o vento.

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