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Monsanto, uma marca no centro de inúmeras polêmicas

Paris, 4 Jun 2018 (AFP) - Prestes a ser adquirido pela marca alemã Bayer, o gigante americano do setor agroquímico Monsanto esteve no centro de inúmeras polêmicas sobre pesticidas e sobre suas sementes geneticamente modificadas (OGMs).

O grupo Bayer anunciou, nesta segunda-feira (4), que, uma vez concluído o processo de compra, acabará com a marca Monsanto, a qual tem uma imagem desastrosa diante dos defensores do meio ambiente.

Roundup, ou glifosato - Comercializado desde 1974 pela Monsanto com o nome de Roundup, o glifosato é um pesticida "de amplo espectro" muito eficaz. A licença da Monsanto caiu em domínio público em 2000, e o glifosato é agora produzido por várias empresas. Trata-se, hoje, do pesticida mais usado no mundo.

Em março de 2015, foi classificado como "cancerígeno provável" pelo Centro Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (CIRC), agência subordinada à Organização Mundial de Saúde (OMS).

Apesar da oposição de vários países-membros, sua autorização na União Europeia (UE) foi renovada por cinco anos, em novembro de 2017. Na França, o presidente Emmanuel Macron prometeu que a substância será proibida no país "no mais tardar em três anos", enquanto na Itália e na Holanda seu uso foi restringido.

Suspeito de provocar uma nova doença dos rins entre os moradores das zonas de produção de arroz, o pesticida foi proibido no Sri Lanka em junho de 2015, mas essa proibição foi, desde então, parcialmente suspensa.

Lasso - O Lasso é um outro pesticida polêmico, composto de uma substância química chamada alacloro e comercializada pela Monsanto.

Em setembro de 2015, a Justiça francesa condenou o grupo americano a indenizar um agricultor francês, intoxicado por vapores emitidos por esse pesticida em 2004.

Considerado perigoso e retirado do mercado - desde 1985, no Canadá, e em 1992, no Reino Unido e na Bélgica -, o Lasso foi proibido na França em abril de 2007, em razão da não renovação de sua autorização no nível europeu.

As sementes OGM - A partir de meados dos anos 1990, a Monsanto começa a comercializar sementes geneticamente modificadas, concebidas para resistirem a seu pesticida Roundup.

O princípio é poder pulverizar glifosato em massa nos campos para eliminar ervas daninhas e manter apenas os cultivos de milho, soja, algodão, entre outros, resistentes ao pesticida.

A autorização de culturas de OGM na União Europeia causou polêmica e batalhas jurídicas ao longo dos últimos 20 anos.

Desde o fim da década de 1990, a França defende o "princípio da precaução" para suspender os testes de cultura de milho OGM da Monsanto.

Enquanto a UE acaba deixando para os Estados-membros a decisão de cultivar, ou não, os OGM, a França proíbe a cultura do milho geneticamente modificado da Monsanto, o MON 810, com uma portaria e depois com uma lei votada em 2014.

Nos Estados Unidos, os agricultores viram naufragar, várias vezes, suas ações na Justiça para contestarem as culturas de sementes OGM da Monsanto.

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