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Argentina tem protestos contra ajuste fiscal

07/09/2018 19h27

Buenos Aires, 7 Set 2018 (AFP) - Centenas de pessoas protestaram nesta sexta-feira em frente aos ex-ministérios do Trabalho e do Agronegócio da Argentina, que foram absorvidos por outras pastas como parte do ajuste lançado pelo governo em meio a uma negociação com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

"Não à eliminação do ministério", "No Trabalho não se toca", "Não sobra ninguém" diziam cartazes em frente à sede. A pasta foi integrada como secretaria ao Ministério da Produção.

Na segunda-feira passada, o presidente Mauricio Macri decidiu reduzir o número de ministérios de 22 para 10 em uma reestruturação de seu gabinete.

Entre os ministérios que se tornaram secretarias estão os do Trabalho, da Saúde, da Agroindústria e da Ciência e Tecnologia.

A medida busca reduzir o déficit fiscal para zero em 2019. Neste ano, o déficit nas contas públicas será de 2,7%, segundo projeções oficiais.

Embora o governo não tenha especificado o alcance orçamentário da redução de ministérios, presume-se que a medida implicará em demissões.

"Há muita incerteza sobre o número de demissões que essa situação pode gerar", disse Juan Manuel Sueiro, vice-secretário da ATE, sindicato que representa os funcionários públicos.

O ajuste faz parte das medidas com as quais a Argentina espera que o Fundo antecipe os desembolsos de um acordo assinado em junho, de 50 bilhões de dólares em três anos. Os detalhes ainda estão sendo negociados.

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