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Bayer pede desculpas por espionagem da Monsanto de personalidades francesas

12/05/2019 13h25

Berlim, 12 Mai 2019 (AFP) - O grupo químico alemão Bayer, proprietário da Monsanto desde 2018, apresentou desculpas neste domingo porque sua subsidiária investigou ilegalmente políticos, jornalistas e cientistas franceses a respeito de suas posições em relação a organismos geneticamente modificados (OGMs).

Não constam nesses arquivos apenas os posicionamentos das centenas de pessoas investigadas sobre pesticidas, a Monsanto e OGMs, mas também relatos sobre seus hobbies, sua capacidade de serem influenciados, endereços pessoais e telefones, de acordo com uma investigação da imprensa.

"Após uma primeira análise, entendemos que este projeto causou preocupação e críticas, não é a maneira que Bayer tentaria dialogar com os diferentes grupos de interesse e a sociedade, e consequentemente apresentamos nossas desculpas", escreveu o grupo alemão em um comunicado.

A Bayer anunciou que vai encarregar um escritório de advocacia de investigar o caso em todos os seus detalhes e comunicar a todas as pessoas afetadas as informações coletadas.

A companhia também disse que vai cooperar com as autoridades judiciais francesas, que abriram uma investigação sobre as suspeitas de investigações ilegais por parte da gigante americana Monsanto.

A Monsanto teria encomendando este material à agência de comunicação Fleishman Hillard, que compilou informações de centenas de políticos, cientistas e jornalistas, entre eles quatro da AFP.

Uma tabela destaca 74 "alvos prioritários" divididos em quatro grupos: os "aliados", os "aliados potenciais para recrutar", as personalidades "para educar" e aqueles "para observar".

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