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Após aquisição da rede de gasodutos TAG, Engie quer 'acelerar' no Brasil

16/07/2019 16h31

Rio de Janeiro, 16 Jul 2019 (AFP) - O gigante francês do setor energético Engie, que acaba de comprar a rede de gasodutos brasileira TAG, vai "acelerar seu esforço" no Brasil, onde a demanda "vai aumentar muito fortemente", declarou sua diretora-geral, Isabelle Kocher, nesta terça-feira (16), em visita ao Rio.

Em abril, a Petrobras aceitou uma oferta de US$ 8,6 bilhões por parte da Engie e do fundo canadense CDPQ para a aquisição de 90% das ações de sua rede de gasodutos TAG, ao longo de 4.500 quilômetros pelo norte e leste do país e que representa quase metade das infraestruturas dessa commodity.

A operação chegou a ser suspensa por um tempo, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) acabou por dar o sinal verde no início de junho.

"A demanda de energia no Brasil vai aumentar muito fortemente nos próximos anos. Na França, não", declarou Isabelle à imprensa.

Até o momento - acrescenta ela -, "usamos a maior parte de nossas forças no Brasil para produzir mais energia verde e, agora (com essa aquisição), vamos trabalhar nas infraestruturas de transporte de energia. Porque é um gargalo".

"Estamos acelerando nosso esforço" no Brasil, insistiu a executiva, referindo-se, em particular, às ofertas destinadas às empresas, ou às autarquias locais e regionais, para possibilitar a redução de seu consumo de energia.

Hoje, o grupo conta com cerca de 2.800 funcionários no Brasil, segunda maior receita do grupo, depois da França, com uma fatia de 15% a 20% do resultado líquido.

"Iniciamos nossa história aqui há quase 30 anos. O percurso econômico da Engie no Brasil é fantástico. Criamos de uma página em branco, praticamente do zero, uma atividade que caminha muito bem, que é muito dinâmica", comemorou a diretora-geral.

A aquisição da TAG se enquadra no plano estratégico da Engie divulgado em fevereiro.

A operação deverá permitir à empresa, sobretudo, "gerar novas receitas com base em contratos de longo prazo (...) e desenvolver uma maneira de transportar gás, recorrendo a novas tecnologias, como o biometano e o hidrogênio verde", destacou a Engie, em um comunicado divulgado em junho.

lg/tup/tt

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