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BCE abre caminho para estimular economia na zona do euro

25/07/2019 15h16

Frankfurt am Main, 25 Jul 2019 (AFP) - O Banco Central Europeu (BCE) manteve nesta quinta-feira (25) o caminho para novas medidas para fazer frente às perspectivas econômicas ruins na zona do euro, entre elas uma redução das taxas de juros e a retomada das compras de dívidas.

"Agora, parece provável que a reunião de 12 de setembro não trará apenas uma medida, mas um pacote de medidas", afirmou Carsten Brzeski, economista da ING.

Desde junho, muitos analistas esperavam um gesto do BCE frente à conjuntura econômica.

Nesta quinta, pela primeira vez desde 2017, a instituição mencionou explicitamente uma possível redução dos juros e uma nova fase de flexibilização monetária.

"O conselho de governadores prevê que as taxas básicas de juros do BCE se mantenham nos níveis atuais, ou em níveis mais baixos, até meados de 2020", afirmou o banco em um comunicado.

Além disso, a instituição pediu para "examinar opções" que vão desde um novo programa de compra de dívida até um sistema de juros decrescente.

"É um código para anunciar futuras ações do BCE, segundo Brzeski.

O economista indica que as duas medidas podem ser anunciadas no fim do ano, antes que o presidente do organismo, o italiano Mario Draghi, ceda seu lugar à francesa Christine Lagarde.

Por ora, o mais provável é que a próxima decisão, em setembro, seja reduzir as chamadas taxas de facilidade de depósito para os bancos.

Reduzir essa taxa, que atualmente já é negativa (-0,4%), poderia estimular os bancos a conceder créditos a consumidores e empresas, em vez de depositar dinheiro no BCE.

Especialistas acreditam que as taxas de depósito podem chegar até a -0,6% até o fim deste ano.

Além disso, a instituição pode aplicar um sistema de taxas de juros decrescente, como é feito na Suíça, na Suécia e no Japão.

O BCE também citou "potenciais novas compras líquidas de ativos", ou seja, retomar o programa que levou o banco a comprar 2,6 trilhões de euros em dívidas públicas e privadas entre março de 2015 e dezembro de 2018.

"Não gostamos do que estamos vendo na inflação", explicou Draghi.

Ele afirmou estar decidido a levar este índice para perto de 2%, considerado o nível ideal pelo BCE. Em junho, a taxa foi de 1,3%.

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