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'Homem voador' tentará novamente cruzar o Canal da Mancha

30/07/2019 15h21

Lille, França, 30 Jul 2019 (AFP) - O francês Franky Zapata, também conhecido como "o homem voador", tentará novamente, neste domingo, atravessar o canal da Mancha em sua "prancha voadora", após fracassar na última semana, informou um conhecido seu à AFP nesta terça-feira.

A decolagem, que será realizada pela manhã, sairá do mesmo local da quinta-feira passada, próximo à praia de Sangatte (norte da França), acrescentou.

O objetivo é percorrer os 35 km do braço de mar até a baía de St. Margaret, na margem inglesa, sobrevoando a água a uma altitude de 15 a 20 metros, em pé sobre seu dispositivo.

No dia 25 de julho, 110 anos após a façanha do aviador e construtor francês Louis Blériot, o primeiro a atravessar o canal por via aérea, Zapata decolou sem problemas, mas caiu no mar em águas inglesas, depois de atingir o convés do barco no qual ia reabastecer.

"Escolhemos um navio maior, um rebocador e águas francesas para o reabastecimento", explicou o gerente de comunicações de Zapata, esclarecendo que as autoridades marítimas deram autorização para o reabastecimento em águas francesas.

Campeão da Europa e do mundo de jet ski, o francês de 40 anos, natural de Marselha (sul da França), tentará novamente fazer essa travessia, que duraria cerca de 20 minutos.

A "prancha voadora", um dispositivo voador autônomo alimentado por querosene armazenado em uma mochila, está equipado com cinco mini-turborreatores, que permitem atingir uma velocidade de até 190 km/h durante dez minutos.

Em 14 de julho, durante o desfile militar da festa nacional francesa, Zapata fez uma demonstração na Champs-Élysées, voando dezenas de metros acima do solo em sua invenção.

A performance foi exibida no final de 2018 no Fórum de Inovação e Defesa, em Paris. Em demonstração das forças especiais, a "prancha voadora" foi usada como a plataforma de um franco-atirador, em apoio às tropas atacadas por navios no rio Sena.

Essa plataforma voadora interessa às forças de segurança francesas, que veem um grande "potencial de emprego em operações especiais em áreas urbanas".

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