IPCA
0.19 Jul.2019
Topo

Trump anuncia tarifa de 10% sobre US$ 300 bi em importações chinesas

01/08/2019 17h05

Washington, 1 Ago 2019 (AFP) - O presidente americano, Donald Trump, anunciou, nesta quinta-feira (1), tarifas de 10% sobre um volume de 300 bilhões de dólares de importações chinesas a partir de 1º de setembro, em uma nova escalada nas tensões entre as duas maiores economias do mundo.

Ainda assim, Trump garantiu que as negociações comerciais seguirão adiante.

No Twitter, o presidente disse que "os Estados Unidos vão começar a aplicar, a partir de 1º de setembro, uma tarifa adicional de 10% sobre os 300 bilhões de dólares restantes de importações de bens e produtos" da China.

"Esperamos continuar com nosso diálogo positivo com a China para um acordo comercial e sentir que o futuro entre nossos dois países vai ser muito brilhante", acrescentou Trump.

Em uma série de tuítes, o presidente garantiu que a China "havia concordado em comprar produtos agrícolas dos Estados Unidos em grande quantidade, mas não fez isso".

"Adicionalmente, meu amigo, o presidente Xi, disse que ia parar a venda de fentanyl para os Estados Unidos. Isso nunca aconteceu, os americanos continuam morrendo!", afirmou Trump, referindo-se a seu colega chinês, Xi Jinping.

O anúncio caiu como um balde de água fria sobre os mercados. Os principais indicadores de Wall Street operavam com perdas, e os preços do petróleo despencaram.

Em Nova York, o barril "light sweet crude" (WTI) para entrega em setembro perdia 7,9% por volta das 18h40 GMT (15h40 em Brasília), negociado a 53,95 dólares. Esta é sua pior queda desde fevereiro de 2015.

Ponto de referência no mercado de Londres, o barril de Brent para entrega em outubro caiu 5,8%, a 61,28 dólares, às 17h40 GMT (14h40 em Brasília).

As negociações entre China e Estados Unidos haviam sido retomadas esta semana em Xangai. Ambas as partes informaram que os diálogos foram "produtivos".

A guerra comercial foi deflagrada há pouco mais de um ano pelo presidente Trump para forçar a China a negociar.

Segundo o cronograma das conversas, está prevista uma nova rodada de contatos mês que vem em Washington.

- Ameaça à economia mundial -As negociações comerciais entre as duas potências têm alternado este ano entre avanços e impasses.

Em maio, parecia que o diálogo havia desmoronado. Dois meses depois, porém, durante uma reunião no Japão, Trump e Xi conseguiram resgatar as negociações.

Os Estados Unidos acusam a China de descumprir compromissos-chave já assumidos nos diálogos bilaterais.

Trump afirma que a China usou seu modelo de economia planejada pelo Estado para prejudicar os Estados Unidos, subsidiando a produção e roubando propriedade intelectual.

No entanto, especialistas dizem que a guerra comercial afetou o setor manufatureiro em todo mundo, assim como a confiança das empresas, o que eleva a ameaça à economia mundial em um momento já complicado.

burl/an/gv/mvv/tt

Mais Economia