IPCA
0.19 Jul.2019
Topo

Eike Batista detido novamente por corrupção

08/08/2019 19h22

Rio de Janeiro, 8 Ago 2019 (AFP) - O empresário brasileiro Eike Batista, que estava em prisão domiciliar desde 2017 pelo crime de corrupção, foi detido nesta quinta-feira no Rio de Janeiro, como parte de uma investigação por manipulação de capitais e lavagem de dinheiro, informaram as autoridades.

Por determinação do juiz Marcelo Bretas, a polícia deteve Eike Batista, que já foi um dos homens mais ricos do planeta, em sua residência no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro.

Bretas também decretou a prisão preventiva do contador do empresário, Luiz Arthur Correia, e a busca e apreensão de material nas residências de outras quatro pessoas envolvidas em manipulação de capitais e lavagem de dinheiro, segundo a Polícia Federal.

Eike Batista, 62 anos, foi condenado em julho de 2018 a 30 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, como resultado de uma operação derivada da Lava Jato que descobriu que o empresário pagou 16,5 milhões de dólares em subornos ao então governador do Rio, Sérgio Cabral.

A prisão desta quinta-feira foi motivada por suspeitas de que Eike e Correia usaram empresas fantasmas para "manipular o mercado de ativos mobiliários" para gerar recursos que foram entregues a Sérgio Cabral.

Após a condenação de 2018, Eike Batista esperava o resultado dos recursos de sua defesa em prisão domiciliar em sua casa no Jardim Botânico.

Eike foi detido pela primeira vez em janeiro de 2017, ao chegar ao Rio procedente de Nova York, mas teve progressão para prisão domiciliar.

Em maio passado, foi multado em 536 milhões de reais por manipular preços de ações quando estava à frente do conselho de administração da petroleira OGX, segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Eike vendeu ações da OGX em 2013 quando já sabia que a empresa não conseguiria explorar petróleo em campos adquiridos em um leilão em 2007.

O empresário chegou a ter uma fortuna avaliada em 10,6 bilhões de dólares em 2013, segundo a revista Forbes.

Mais Economia