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FMI alerta para prejuízos da escalada da guerra comercial EUA-China

09/08/2019 20h05

Washington, 9 Ago 2019 (AFP) - Uma escalada nas tarifas pela guerra comercial por China e Estados Unidos pode afetar consideravelmente no crescimento econômico chinês, afirmou nesta sexta-feira (9) o Fundo Monetário Internacional, pouco depois de o presidente Donald Trump ter atiçado conflito com Pequim.

Em seu relatório anual sobre a economia chinesa (conhecido como Artigo IV), o FMI advertiu que "uma escalada nas tensões comerciais, principalmente pela imposição de tarifas alfandegárias de 25% sobre o restante das importações da China, poderia reduzir o crescimento 0,8 ponto percentual em 12 meses".

O organismo confirmou até o momento seus prognósticos de crescimento para a China, que espera que se desacelere a 6,2% em 2019 e a 6% em 2020, contra 6,6% registrados no ano passado.

Essas projeções levaram em conta os tarifas de 25% sobre produtos chineses pelo valor de 200 bilhões de dólares impostos por Washington, mas sem considerar o anúncio recente de Trump de taxar a partir de 1º de setembro com 10% outros sobre 300 bilhões de dólares de importações chinesas.

Como represália dessa última medida, a China deteve de imediato a compra de produtos agrícolas americanos.

As tensões entre Washington e Pequim aumentaram nas últimas duas semanas após essa série de ataques e contra-ataques. O último episódio dessa escalada foi protagonizada por Trump na manhã desta sexta-feira, quando expressou a possibilidade de cancelar a rodada de negociações entre os dois países, prevista para setembro em Washington.

"Veremos se mantemos nosso encontro em setembro. Se acontecer, tudo bem, se não acontecer, tudo bem também", afirmou o presidente americano na Casa Branca pouco antes de partir de helicóptero para seu clube de golfe de Bedminster, em Nova Jersey.

"Não estamos prontos para chegar a um acordo, mas veremos o que acontece", disse Trump. "Temos todas as cartas. Estamos indo bem".

Negociadores chineses e americanos se reuniram no final de julho em Xangai pela primeira vez desde o colapsado, em maio, da tentativa anterior. A previsão é de um novo encontro para setembro.

"Veremos se cancelam ou não", afirmou Trump, que também adiantou que os Estados Unidos não fará negócios com a chinesa Huawei.

Economia