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Crescimento dos EUA é revisado em baixa no segundo trimestre

29/08/2019 15h25

Washington, 29 Ago 2019 (AFP) - O crescimento da economia americana foi revisado levemente para baixo no segundo trimestre, mas ainda é sustentado, embora tenha estagnado em relação ao início do ano, de acordo com uma estimativa do Departamento de Comércio publicada nesta quinta-feira (29).

A expansão no acumulado de 12 meses do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos foi de 2% de abril a junho, de acordo com as últimas expectativas dos analistas, em vez de 2,1% da primeira estimativa.

Isso confirma a forte desaceleração em relação ao primeiro trimestre (3,1%). Esse crescimento permanece relativamente sustentado, porém, em grande parte impulsionado pela vitalidade do consumidor americano.

Mesmo assim, os lucros corporativos aumentaram no segundo trimestre, de acordo com os novos dados disponíveis, após queda no início do ano. Ainda que o desemprego permaneça baixo, o recrutamento caiu em 2019, e o investimento empresarial diminuiu drasticamente.

Os investidores estão cada vez mais preocupados com a recessão global. Além disso, a crise do Brexit se estende aos Estados Unidos, já instáveis devido aos conflitos comerciais de Trump com a China.

Um aumento nos gastos do consumidor, especialmente em serviços de saúde e produtos de varejo, melhorou a situação e compensou as áreas mais fracas.

Os números confirmaram a crescente divisão entre consumidores e grandes empresas, que deixaram de investir por causa da desconfiança da guerra comercial com a China, interrompendo as cadeias de suprimentos e aumentando os preços.

Embora o investimento em estruturas tenha sido o mais fraco em mais de três anos, o consumo privado de bens não duráveis foi o mais forte desde 2003.

O turismo foi outro ponto fraco: a queda na renda de turistas estrangeiros reduziu o crescimento das exportações de serviços, afetando hotéis, restaurantes e atrações turísticas.

Enquanto isso, Trump negou uma desaceleração da economia americana e tentou culpar o Federal Reserve (o Banco Central dos EUA) por não reduzir as taxas de juros com agilidade suficiente.

Durante seu governo, Trump sempre se gabou do crescimento econômico, de modo que os sinais de desaceleração poderiam comprometer suas chances de ganhar um segundo mandato nas eleições do próximo ano.

Com as taxas de juros já em um nível muito baixo, os economistas temem que o Fed tenha pouco espaço de manobra em caso de recessão e que um Congresso dividido e um déficit crescente tornem improvável qualquer estímulo fiscal.

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