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Índia anuncia proibição dos cigarros eletrônicos

18/09/2019 17h47

Nova Délhi, 18 Set 2019 (AFP) - O governo indiano anunciou nesta quarta-feira (18) a proibição dos cigarros eletrônicos no país, onde vivem 1,3 bilhão de pessoas, por motivos de saúde e para combater vícios.

"A decisão foi tomada levando em consideração o impacto que os cigarros eletrônicos têm na juventude hoje", declarou a ministra das Finanças, Nirmala Sitharaman, em entrevista coletiva. "Está na moda experimentá-los, usá-los", acrescentou.

A ordem do governo do primeiro-ministro Narendra Modi proíbe a produção, importação ou exportação, transporte, armazenamento e venda de cigarros eletrônicos.

Uma primeira infração será punida com um ano de prisão e/ou 100.000 rúpias (1.270 euros, US$ 1.400) de multa. Em caso de reincidência, será de até três anos e/ou multa de 500.000 rúpias (6.300 euros, 6.900 dólares).

Essa medida "melhorará a política de controle do tabaco, dando melhores resultados em termos de saúde pública", diz o governo na conta do Twitter de seu serviço de imprensa.

As autoridades indianas realizam grandes campanhas de prevenção sobre os danos físicos provocados pelo tabaco, do qual o país é também um grande produtor.

A Associação de Vaporizadores da Índia acusou o governo "de parecer mais preocupado em proteger a indústria do cigarro que em melhorar a saúde pública". Esta proibição representa "um dia péssimo para 110 milhões de fumantes na Índia que foram privados de opções menos perigosas", apontou em um comunicado.

A proibição dos cigarros eletrônicos na Índia chega após a proibição do estado de Nova York (EUA) de comercializar cigarros eletrônicos aromatizados, na mira das autoridades de saúde americanas.

Os cigarros eletrônicos, considerados "incontestavelmente nocivos" em um recente informe da Organização Mundial da Saúde (OMS), funcionam ao inalar vapores gerados pelo aquecimento a altas temperaturas de um líquido que contém, na maioria dos casos, nicotina.

Os cigarros eletrônicos têm uma popularidade crescente desde seu surgimento, há mais ou menos uma década.

O procedimento é apresentado por seus defensores como muito menos perigoso para a saúde que os cigarros tradicionais, mas legisladores e autoridades de saúde do mundo todo temem que leve os jovens a fumar tabaco.

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