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Diretor da Boeing é duramente questionado no Congresso dos EUA

29/10/2019 17h28

Washington, 29 Out 2019 (AFP) - O diretor-executivo da fabricante de aviões Boeing, Dennis Muilenburg, foi duramente questionado nesta terça-feira (29) no Congresso dos Estados Unidos por parlamentares democratas e republicanos, frente a familiares das vítimas dos dois acidentes do 737 MAX.

Em sua primeira comparecimento frente ao Congresso após esse modelo da Boeing ficar impedido de voar em março em consequência de dois acidentes que deixaram 346 mortos, Muilenburg foi interrogado e criticado durante mais de duas horas.

Muilenburg pediu desculpas pelos acidentes aos familiares dos mortos, em alguns momentos cp, a voz entrecortada, mas isso não foi suficiente para contornar a comissão de senadores.

Um dos parlamentares acusou o executivo de ter feito os passageiros da Lion Air e da Ethiopian Airlines viajarem em "caixões voadores".

O senador democrata Tammy Duckworth, ex-piloto de helicóptero que perdeu as duas pernas na guerra do Iraque, disse a Muilenburg que suas declarações em "meias verdades".

"Uma vez ou outro você disse a este comitê e a mim meias verdades (...) Não nos contaram toda a verdade e essas famílias estão sofrendo por isso", disse Duckworth.

O diretor da Boeing aderiu às suas respostas a versão que a empresa há muito defendia: a Boeing seguiu os mesmos procedimentos já testados com outros modelos com o 737 MAX e negou que a empresa tivesse driblado protocolos de segurança ou também tivesse um relacionamento próximo e confortável com os reguladores da Federal Aviation Administration (FAA) dos Estados Unidos.

Os acidentes do 737 MAX da Lion Air e da Ethiopian Airlines ocorreram com seis meses de diferença e causaram a morte de 346 pessoas. A frota mundial desse modelo está impedida de voar até um novo aviso.

Nos dois casos, o MCAS, um sistema automático de estabilização que deveria impedir o avião de despencar, foi apontado como fator de causa dos acidentes.

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