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Ryanair é acusada de publicidade enganosa sobre emissões de CO2

Boeing 737 da Ryanair - Ints Kalnins
Boeing 737 da Ryanair Imagem: Ints Kalnins

Londres

05/02/2020 06h07

As autoridades do Reino Unido proibiram anúncios publicitários da companhia aérea irlandesa Ryanair após uma mensagem enganosa sobre as emissões de CO2.

A Autoridade Reguladora de Publicidade do Reino Unido considerou que a companhia de baixo custo induziu os clientes ao erro em uma campanha de setembro de 2019 no rádio, televisão e na imprensa escrita.

A Ryanair se apresentou como a empresa com as menores emissões de CO2 na Europa entre as grandes companhias aéreas.

As autoridades britânicas consideraram difícil definir que a empresa era uma "grande companhia aérea" e que os consumidores poderiam ter a impressão de contribuir menos para as emissões de dióxido de carbono, o que não é possível demonstrar.

"Os anúncios não devem aparecer de novo em sua forma atual", afirmou a Autoridade Regulatória, que pediu a Ryanair a apresentação das "provas necessárias" para poder fazer as promessas sobre o meio ambiente.

Em um comunicado, a Ryanair se declarou "decepcionada e surpresa" com a decisão e repetiu que é a companhia aérea "mais verde" na Europa.

De acordo com os dados da empresa, a Ryanair emite 66 gramas de CO2 por passageiro e por quilômetro, ou seja, uma contaminação 25% inferior a das outras grandes companhias.

Porém, de acordo com dados de abril de 2019 publicadas pela ONG Transport & Environment, a companhia estava entre as dez empresas mais poluentes da Europa.