PUBLICIDADE
IPCA
-0,38 Mai.2020
Topo

Energia eólica produz 15% da eletricidade consumida na Europa em 2019

O Reino Unido liderou a produção com 2,4 GW instalados em terra e no mar -  Reuters
O Reino Unido liderou a produção com 2,4 GW instalados em terra e no mar Imagem: Reuters

17/02/2020 15h42

A energia eólica produziu 15% da eletricidade consumida na Europa em 2019, ano em que foram instalados geradores adicionais com capacidade de 15 gigawatts (GW), informou hoje a associação WindEurope, observando que o progresso é insuficiente cumprir o "pacto verde" europeu.

O continente já possui 205 GW de capacidade eólica, com o lançamento no ano passado de 15,4 GW, dos quais 3,6 GW nas plataformas que foram levantadas ao longo da costa, um recorde em termos de instalações.

Em 2019, essa energia cobriu 15% da demanda de eletricidade na UE dos 28 (depois de cobrir 14% em 2018 e 11,6% em 2017, com fortes disparidades entre os países).

O Reino Unido liderou esse momento, com 2,4 GW instalados em terra e no mar, seguido pela Espanha com 2,3 GW de terra, um salto inédito em desde 2009.

Eles são seguidos pela Alemanha, com 2,2 GW em terra e mar, e Suécia e França, com 1,6 GW e 1,3 GW, respectivamente, apenas em terra.

A Alemanha, que foi o motor do continente por um longo tempo, está em declínio: seu nível de novas conexões com parques eólicos offshore foi o mais baixo desde 2000 (1,1 GW), disse o WindEurope.

A Alemanha "anunciou muito poucos novos investimentos e indicou que o ano que vem não será muito melhor", afirmou a associação.

No total, houve 27% mais novas instalações em comparação a 2018, a segunda melhor marca registrada. No entanto, esse ritmo "deve ser dobrado para alcançar os objetivos" do pacto verde da Comissão Europeia e a neutralidade de carbono em 2050, alertou o WindEurope.

"A Europa não constrói parques eólicos suficientes", disse seu presidente, Giles Dickson. A expansão dessa energia "requer uma nova abordagem, em termos de planejamento e concessões, mas também de investimentos contínuos nas redes. Cabe à UE garantir que elas sejam ambiciosas e concretas", acrescentou Dickson.

Economia