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UE debate plano de resgate econômico pela pandemia, sem 'coronabônus'

06/04/2020 16h30

Bruxelas, 6 Abr 2020 (AFP) - Os países da UE pareciam se aproximar de um consenso sobre as primeiras medidas econômicas comuns de enfrentamento do novo coronavírus, informaram fontes europeias nesta segunda-feira (6), embora as reivindicações de Itália, Espanha e França estejam longe de serem satisfeitas.

Se os ministros europeus das Finanças derem sua aprovação durante a videoconferência que será realizada na terça-feira, a primeira resposta europeia frente à pandemia deveria se basear em três pilares: empréstimos do fundo de resgate da zona do euro, um fundo de garantia para as empresas e um apoio ao seguro desemprego parcial.

Ao contrário, a ideia de um "fundo de recuperação" que possa emitir dívida comum dos Estados-membros, como propôs a França, continua causando divisões entre os 27 membros do bloco.

A proposta consistiria em um fundo temporário de centenas de bilhões de euros ("3% do PIB europeu") para financiar os serviços públicos essenciais (saúde), os setores ameaçados (transporte, turismo) e novas tecnologias.

França, Itália, Espanha e outros países da eurozona tinham pedido a criação de um "instrumento" para empréstimos comuns aos 19 países que adotaram a moeda única, chamado "coronabônus".

Mas Alemanha e Holanda rejeitaram taxativamente este dispositivo durante a cúpula europeia "virtual" de 26 de março.

As propostas dos ministros serão apresentadas aos chefes de Estado e de governo da UE.

A primeira consiste em utilizar parte dos EUR 410 bilhões de fundos do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEDE), que outorgaria créditos aos Estados em dificuldades até 2% de seu PIB, com contrapartidas limitadas.

"Neste momento, não podemos dizer a um país afetado por uma crise tão terrível: 'de acordo, agora deve se submeter a um programa de vigilância [...] Isso é evidentemente, politicamente, totalmente impossível", declarou nesta segunda o comissário europeu da Economia.

Além disso, o Banco Central Europeu (BCE), instituição financeira dos Estados-membros, criaria um fundo de garantia pan-europeu, cujo montante ainda precisa ser discutido.

Por fim, os ministros deveriam validar o plano da Comissão Europeia frente à criação de um instrumento para garantir com até 100 bilhões de euros os planos nacionais de desemprego parcial, reforçados ou implementados em função da pandemia.

zap/fmi/cj/jvb/af/mvv

Economia