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Tesouro e companhias aéreas fecham acordo para ajuda financeira nos EUA

14/04/2020 21h25

Nova York, 15 Abr 2020 (AFP) - O Tesouro e as principais companhias aéreas dos Estados Unidos chegaram a um acordo sobre os termos de um auxílio para evitar falências e demissões. O anúncio foi feito pelo governo federal nesta terça-feira (14).

O setor que emprega mais de 750.000 pessoas foi fortemente afetado pela pandemia do novo coronavírus.

O pacto foi firmado com dez companhias, incluindo as quatro maiores - American Airlines, Delta Air Lines, United Airlines e Southwest - que hesitavam em aceitar a ajuda governamental por temerem rigorosas contrapartidas, como uma possível estatização.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o acordo significa que "nossas companhias aéreas estão em boa forma e passarão por dificuldades que não foram causadas por elas".

O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, disse estar "trabalhando com operadoras para finalizar os acordos necessários e liberar os fundos o mais rápido possível".

O plano de 2,2 trilhões de dólares lançado no final de março pelo presidente Donald Trump para amparar a economia destina 25 bilhões de dólares às empresas aéreas.

O governo, no entanto, não revelou os termos do acordo, mas, segundo fontes próximas, o Estado pode se tornar um acionista minoritário das empresas signatárias.

Em seu comunicado, Mnuchin disse que o acordo "apoiará os trabalhadores americanos e ajudará a preservar a importância estratégica do setor de aviação, permitindo uma compensação adequada aos acionistas".

- Companhias satisfeitas -Para American Airlines, United e Southwest, o acordo vai permitir "cobrir uma parte dos pagamentos e benefícios sociais" de seus funcionários até 30 de setembro.

A Southwest espera receber US$ 3,2 bilhões do programa, dos quais US$ 2,3 bilhões serão destinados à folha de pagamento de seus 60.000 funcionários, com o saldo sob a forma de um empréstimo com juros baixos a ser pago em dez anos.

Em troca, a Southwest concederá ao governo cerca de 2,6 milhões em bônus de subscrição - ativos financeiros que podem ser convertidos em ações.

Uma medida de acordo com o pedido feito na sexta-feira pelo Tesouro por garantias equivalentes a 10% da ajuda destinada a cada empresa, segundo fontes próximas às negociações.

As mesmas fontes revelaram ainda que as companhias deveriam restituir 30% do subsídio.

As empresas também passam a dispor de outros US$ 25 bilhões em empréstimos para retomar as operações.

A American Airlines disse que utilizará US$ 4,75 bilhões desse empréstimo nesta semana.

- Setor gravemente atingido -A American e a Southwest prometeram não demitir ou cortar os salários de seus funcionários até o final de setembro - quando a ajuda do governo terminar.

Também concordaram em limitar a remuneração de executivos, recompras de ações e pagamentos de dividendos.

A pandemia causou o cancelamento de cerca de 80% dos voos das operadoras americanas, incluindo muitos destinos internacionais.

A Associação Internacional de Transporte Aéreo disse nesta terça-feira que a receita de passageiros deve cair 55%, ou US$ 314 bilhões, em 2020.

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