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Banco do Japão amplia medidas de urgência e reduz previsão de crescimento

 Andriy Onufriyenko/Getty Images
Imagem: Andriy Onufriyenko/Getty Images

27/04/2020 07h38

O Banco do Japão (BoJ) estendeu suas medidas monetárias de emergência nesta segunda-feira (27) e cortou suas previsões de crescimento para a economia japonesa, a terceira no mundo, afetada pela pandemia de coronavírus.

Após uma reunião que durou apenas um dia, em vez de dois, como inicialmente previsto, o Banco Central indicou que, a partir de agora, comprará títulos do governo de maneira ilimitada. O limite atual era de 80 trilhões de ienes.

Além disso, o BoJ mais do que dobrará sua capacidade de comprar bônus corporativos e títulos comerciais, medidas para apoiar o financiamento de empresas do país, afetadas pela pandemia.

Os bancos centrais de todo mundo estão tomando medidas extraordinárias para apoiar suas economias, oprimidas pelo confinamento para conter a pandemia da covid-19.

Segundo analistas, as medidas japonesas são adequadas, mas é difícil que tenham êxito.

"É principalmente simbólico, mas é melhor do que não fazer nada", disse à AFP Taro Saito, economista do instituto NLI.

"Dadas as circunstâncias, ninguém espera que as medidas mais recentes possam dar uma reviravolta na economia, e o mesmo pode ser dito do estímulo fiscal", acrescentou.

Segundo Saito, até agora, as compras de títulos do governo pelo Banco Central japonês estavam muito abaixo do limite de 80 trilhões de ienes.

Também nesta segunda, o Banco do Japão revisou suas previsões de crescimento para baixo, antecipando que a economia sofrerá uma contração de entre 3% e 5% no atual ano fiscal, que termina em março de 2021. Até o momento, suas previsões de crescimento para o mesmo período estavam entre 0,8% e 1,1%.

No período de março de 2019 a março de 2020, o BoJ estima que a economia japonesa se contraiu entre 0,1% e 0,4% em comparação com uma estimativa prévia de crescimento entre 0,8% e 0,9%.