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China critica medidas do Facebook contra meios de comunicação estatais

Bandeira da China - Reprodução
Bandeira da China Imagem: Reprodução

05/06/2020 13h13

A China acusou o Facebook hoje de causar "prejuízos ideológicos" depois que a rede social anunciou novas regras direcionadas aos meios de comunicação estatais, especialmente chineses, que agora estão claramente identificados no site.

A plataforma americana apresentou na quinta-feira um número de medidas para proteger a eleição presidencial de 2020 nos Estados Unidos de interferências estrangeiras.

O Facebook proibiu os anúncios publicados por meios controlados por governos em suas plataformas americanas.

Além disso, os conteúdos dos meios de comunicação estatais e os próprios meios de comunicação, serão identificados como tais.

A China conta com diversos meios de comunicação que respondem diretamente às diretivas do Partido Comunista (PCC) no poder, como a agência Xinhua, o canal CCTV ou até mesmo o jornal em inglês China Daily.

"Esperamos que a rede social abandone seus prejuízos ideológicos", disse Geng Shuang, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, em coletiva de imprensa nesta sexta.

Pediu ao Facebook que "trate de maneira justa" a mídia estrangeira nos Estados Unidos e não estabeleça "barreiras seletivas".

Após as supostas operações de manipulação durante as eleições presidenciais americanas de 2016, orquestradas principalmente pela Rússia, as redes sociais reagiram com um arsenal de medidas.

Estas estão sendo implementadas gradualmente desde 2018 para combater as contas falsas e a desinformação, disseminadas principalmente por entidades estrangeiras.

"As pessoas devem saber se a informação que leem vem de uma publicação que pode estar sob a influência de um governo", explicou Nathaniel Gleicher, diretor das normas de segurança cibernética do Facebook.

Esse anúncio da rede social americana ocorre em um momento no qual as relações entre China e Estados Unidos se deterioram cada vez mais.

Os dois governos expulsaram jornalistas do outro país e o tom aumentou sobre vários assuntos, desde a pandemia de covid-19 até os direitos humanos, passando por Hong Kong.