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Líder do Hezbollah afirma que novas sanções dos EUA pretendem 'matar de fome' Síria e Líbano

16/06/2020 19h13

Beirute, 16 Jun 2020 (AFP) - As novas sanções americanas previstas pela lei César, que devem entrar em vigor amanhã, têm como objetivo "matar de fome" a Síria, em guerra, e o vizinho Líbano, acusou nesta terça-feira o líder do movimento libanês Hezbollah, Hassan Nasrallah.

"A lei César pretende matar o Líbano de fome, bem como a Síria", lançou o chefe do movimento xiita, em discurso transmitido pela TV. Segundo ele, esta lei é "a última arma" dos Estados Unidos contra o governo de Damasco.

O regime sírio, bem como executivos ligados ao poder, é alvo de sanções econômicas americanas e europeias. A lei César, promulgada em dezembro pelo presidente americano, Donald Trump, amplia o alcance das mesmas. A lei prevê, em especial, o congelamento da ajuda à reconstrução e medidas contra entidades estrangeiras que colaboram com o governo e entidades russas ou iranianas presentes na Síria.

"A Síria venceu a guerra nos planos militar, de segurança e político", estimou Nasrallah. A lei César "é a última arma para assediar aquele país e pressioná-lo", criticou. "Proibir qualquer um de negociar com a Síria, proibir comprar e vender, fazer negócios com o Banco Central, os bancos sírios e instituições do Estado", enumerou. "Estão matando de fome o povo sírio, atacando a libra síria."

A lei também prevê "medidas especiais" contra o Banco Central sírio caso seja descoberto, após uma investigação do Tesouro americano, que o mesmo realiza operações de lavagem de dinheiro.

Quanto ao Líbano, Nasrallah pediu que o país "não se submeta à lei César". Algumas exportações libanesas transitam pela Síria em seu trajeto até os mercados árabes.

Os Estados Unidos pediram hoje ao presidente sírio, Bashar al-Assad, que escolha entre uma solução política do conflito na Síria e novas sanções econômicas. "Nosso objetivo é privar o regime de Assad da receita e do apoio dos quais se beneficiou para cometer atrocidades e violações dos direitos humanos em larga escala, impedindo qualquer solução política e enterrando as oportunidades de paz", explicou a embaixadora americana na ONU, Kelly Craft, ante o Conselho de Segurança.

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