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Reservas de petróleo nos EUA voltam a recorde histórico

17/06/2020 17h57

Nova York, 17 Jun 2020 (AFP) - As reservas comerciais de petróleo nos Estados Unidos atingiram um nível recorde pela segunda semana consecutiva, embora as de gasolina e produtos destilados tenham caído, segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira.

Com um aumento de 1,2 milhão de barris (mb), muito acima do esperado pelos analistas, os estoques de petróleo dos EUA ficaram em 539,3 mb em 12 de junho, de acordo com o relatório semanal da Agência de Informação sobre Energia (EIA).

Enquanto isso, as reservas de gasolina caíram 1,7 mb quando os analistas esperavam uma queda de 750.000 barris, e as de produtos destilados (de aquecimento ou combustível de avião), 1,4 mb quando os analistas esperavam uma queda de 3 mb.

"As importações foram mantidas, mas a cadência das refinarias permaneceu em um nível bastante fraco, o que permitiu o aumento das reservas", disse John Kilduff, da Again Capital.

As importações totais de petróleo bruto dos Estados Unidos caíram um pouco, de 6,86 milhões de barris por dia (mbd) para 6,64 mbd. As exportações aumentaram de 2,44 mbd para 2,46 mbd.

As refinarias operavam com 73,8% da capacidade, um aumento de 0,7% em relação à semana anterior.

As reservas estratégicas de petróleo aumentaram, por sua vez, 1,7 mb. O governo federal continua a armazenar temporariamente barris de grandes produtores americanos.

Os preços do petróleo caíram na quarta-feira após a divulgação do relatório.

O barril de Brent do Mar do Norte negociado em Londres para entrega em agosto terminou em US$ 40,71, queda de 0,6%, e o WTI cotado em Nova York para entrega em julho caiu 1,1%, a 37,96 dólares por barril.

- Queda de produção -De acordo com Kilduff, o outro número particularmente notável no relatório da AIA é a queda na produção, que registrou sua décima primeira semana de declínio consecutivo e ficou em 10,5 mbd, seu nível mais baixo desde março de 2018.

Em meados de março, a produção atingiu seu máximo histórico, em 13,1 milhões de barris por dia.

No entanto, a queda no consumo associada à pandemia de coronavírus e às medidas adotadas para tentar reduzir a disseminação da doença levaram os produtores norte-americanos a reduzirem a atividade.

"Houve uma reação clara do setor de extração e produção nos Estados Unidos", explicou Kilduff. "Isso se traduz em um número historicamente baixo de campos de petróleo explorados", acrescentou o especialista.

Por outro lado, a demanda por energia nos Estados Unidos aumentou. Os americanos consumiram uma média de 16,5 mbd nas últimas quatro semanas.

O número, no entanto, representa 20,4% a menos do que no mesmo período de 2019.

dho/vog/lth/mr/dg