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EUA analisa opção de 'cortar todas as pontes' com a China, diz Trump

19/06/2020 09h38

Washington, 19 Jun 2020 (AFP) - O presidente Donald Trump advertiu na quinta-feira que os Estados Unidos têm a opção de "cortar todas as pontes" com a China, em um momento de grande tensão entre as duas potências.

"É claro que os Estados Unidos mantêm uma opção política, sob várias condições, de cortar todas as pontes com a China", escreveu no Twitter o presidente americano.

Trump disse que respondeu às declarações de seu representante comercial (USTR), Robert Lighthizer, que lidera as negociações comerciais com Pequim. Na quarta-feira Lightizer disse que a China estava cumprindo os termos de um acordo que aliviou a disputa e que agora era impossível "dissociar os dois gigantes econômicos.

"Essa foi uma opção política de anos atrás, mas não acho que seja uma opção política razoável no momento", disse Lighthizer.

O presidente tentou minimizar as declarações do representante comercial. "Não foi culpa do embaixador Lightizer, talvez eu não tenha sido bastante claro".

Nesta sexta-feira, o porta-voz da diplomacia chinesa, Zhao Lijian, afirmou que "não é sábio nem realista" uma ruptura entre as duas maiores potências econômicas do planeta.

"Isto não ajudará a resolver os problemas dos Estados Unidos e apenas provocará problemas aos americanos", disse.

Em janeiro, Trump assinou a primeira fase de um acordo comercial com o objetivo de encerrar uma guerra comercial em que impôs tarifas sobre produtos chineses equivalentes a bilhões de dólares.

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, declarou que um alto funcionário chinês também confirmou para ele o compromisso de Pequim com a primeira fase, que envolve a China intensificando as compras de produtos americanos.

Na quarta-feira, Pompeo se reuniu no Havaí com Yang Jiechi, um veterano formulador de política externa chinesa, para discutir as crescentes tensões entre as duas potências.

O diplomata David Stilwell, que acompanhou Pompeo, afirmou que os Estados Unidos insistiram em um relacionamento "mais recíproco", mas se recusou a divulgar os detalhes das discussões.

"Independentemente de terem sido produtivas ou não, analisarei o que acontece nas próximas semanas. Você verá uma redução no comportamento agressivo ou não", disse Stilwell para a imprensa.

"Se eles chegarem à mesa com uma proposta razoável, os Estados Unidos obviamente a tratarão razoavelmente e procurarão maneiras de trabalhar em busca de um resultado positivo".

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