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Reservas de petróleo caem nos EUA e preços são os mais altos em quatro meses

15/07/2020 18h08

Nova York, 15 Jul 2020 (AFP) - O preço do petróleo subiu ao nível mais alto em quatro meses nesta quarta-feira, ajudado por uma queda acentuada nas reservas nos Estados Unidos e apesar do fato de a Opep + ter mantido sua decisão de diminuir progressivamente seus cortes de produção.

Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em setembro terminou em 43,79 dólares, alta de 2,1%.

E em Nova York, o barril do WTI para entrega em agosto ganhou 2,3%, a US$ 41,20.

As reservas de petróleo nos Estados Unidos tiveram um forte declínio nas importações na semana passada, contrariando as expectativas do mercado de que era esperado um aumento nos estoques.

De acordo com o relatório semanal da Agência de Informação Energética dos EUA (EIA) divulgado nesta quarta-feira, as reservas de petróleo caíram 7,5 milhões de barris (mb) em 10 de julho para 531,7 milhões de barris.

Analistas consultados pela agência Bloomberg esperavam um aumento de 250.000 barris. Esta é a maior queda semanal nessas reservas desde dezembro de 2019.

No terminal de Cushing, Oklahoma, onde o petróleo que serve de referência ao preço de Nova York é armazenado, as reservas aumentaram 900.000 barris.

As importações passaram de 7,4 milhões de barris por dia (mbd) para 5,6 mbd. As exportações passaram de 2,4 mbd para 2,5 mbd.

A atividade nas refinarias aumentou e atingiu 78,1% da capacidade, contra 77,5% na semana passada.

A produção no país ficou em 11 mbd pela quarta semana consecutiva.

As reservas de gasolina também caíram acentuadamente, com queda de 3,1 mb, bem acima dos 1,3 mb que os analistas esperavam.

Os estoques de produtos destilados caíram 453.000 barris contra o aumento de 1,5 mb previsto pelos operadores.

O consumo aumentou para 18,1 mbd nas últimas quatro semanas, embora ainda esteja abaixo do volume do mesmo período do ano passado.

- Redução dos cortes -Os preços foram mantidos após a reunião dos membros da Opep e seus aliados na Opep+, que decidiram manter a taxa esperada de redução em seus cortes de produção.

Atualmente, com 9,6 mbd, esses cortes chegarão "a um total de 8,1 a 8,2 mbd em agosto", disse o ministro da Energia saudita, príncipe Abdelaziz ben Salmane, durante uma coletiva de imprensa após a reunião virtual.

A decisão é baseada em "sinais encorajadores de melhoria à medida que as economias ao redor do mundo sejam retomadas", afirmou o cartel em comunicado. "Os sinais de reativação são claros", estima.

Esse aumento de produção era esperado pelo mercado. "Ninguém pode realmente esperar que a Opep+ mantenha as atuais reduções de produção em agosto", disse Paola Rodriguez-Masiu, analista da Rystad Energy.

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