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EUA: reservas comerciais de petróleo no nível mais baixo desde abril

02/09/2020 18h23

Nova York, 2 Set 2020 (AFP) - As reservas comerciais de petróleo dos Estados Unidos diminuíram pela sexta semana consecutiva e chegaram ao seu nível mais baixo desde o início de abril, um resultado da forte queda das importações e do declínio da produção, enquanto a valorização do dólar pressionou a queda dos preços.

Em Londres, Brent do Mar do Norte para entrega em novembro caiu 2,5%, a 44,43 dólares. Em Nova York, o "light sweet crude" (WTI) para entrega em outubro teve queda de 2,9%, a 41,51 dólares.

Um dólar mais forte encareceu o barril para investidores com outras divisas. A valorização da moeda americana ofuscou o efeito do balanço sobre reservas dos Estados Unidos, que tenderia a elevar os preços.

Segundo o relatório semanal da Agência americana de Informação sobre Energia (EIA) publicado nesta quarta-feira (2), as reservas comerciais de petróleo caíram significativamente, de 9,4 milhões de barris (mb) para 498,4 mb na semana passada. Os analistas esperavam uma queda muito menor, de 2 mb.

Em Cushing, Oklahoma, onde estão localizados os reservatórios de petróleo WTI listados em Nova York, as reservas no entanto aumentaram em 100.000 barris para 52,5 mb.

"Os furacões Laura e Marco (no Golfo do México) provocaram uma queda da produção, assim como o fechamento (temporário) de várias refinarias", explicou Andy Lipow, da Lipow Oil Associates.

Com uma extração média de 9,7 mb diários (mbd), a produção de petróleo dos EUA caiu abaixo de 10 mbd pela primeira vez desde janeiro de 2018.

O fechamento de vários portos no Golfo do México também contribuiu para uma queda das importações, que passaram de 5,92 mbd para 4,90 mbd na semana.

Já as exportações diminuíram de 3,36 mbd para 3,00 mbd.

O declínio das reservas de petróleo e produtos destilados não é um sinal da reativação do consumo a longo prazo, diz Lipow.

"Espero que para todo 2020 a demanda por gasolina caia de 8 a 10% em relação a 2019", estimou o especialista.

Os americanos consumiram uma média de 18,3 mbd nas últimas semanas, um número ligeiramente menor que o da semana anterior, mas 15,9% inferior ao mesmo período do ano passado.

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