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Trinta detidos na Europa por tráfico de cocaína através de Amberes

01/10/2020 18h01

Bruxelas, 1 Out 2020 (AFP) - Umas trinta pessoas foram detidas na Bélgica, na Holanda e na Espanha, e cerca de 70 apreensões foram feitas no âmbito de uma investigação realizada pela justiça belga sobre tráfico internacional de cocaína, anunciou nesta quinta-feira (1) a promotoria federal belga.

Nesta ocasião, vários procuradores belgas denunciaram na justiça falta de recursos frente a um crime organizado que "afeta nossa economia".

A investigação começou no fim de 2019 com a apreensão de 2,8 toneladas de cocaína em um contêiner destinado a uma empresa de Maasmechelen (nordeste) na fronteira holandesa.

Esta apreensão revelou uma rede muito estruturada que importava a droga da América do Sul através do porto de Amberes (norte) e que teve na Bélgica a cumplicidade de policiais, gerentes de depósitos e empresas de transporte.

Segundo uma fonte ligada ao caso, um ex-gendarme e três policiais belgas estão entre as 29 pessoas detidas desde a segunda-feira na Bélgica.

Um juiz de instrução já decidiu prender 16 dos suspeitos após acusá-los de "importação de entorpecentes", "lavagem de dinheiro" e "pertencimento a uma organização criminosa", informou a promotoria federal em um comunicado.

Depois das 2,8 toneladas, uma carga de 650 kg também foi apreendida e os investigadores consideram que outras nove cargas do mesmo volume foram importadas com valor comercial de "pelo menos 325 milhões de euros" (o grama da cocaína vale 50 euros no mercado).

Segundo a justiça, esta rede criminosa "parece ter fortes ramificações no circuito legal", ao mesmo tempo para receber a droga no porto e transportá-la e distribuí-la em toda a Europa.

No total 77 apreensões foram feitas, das quais 54 na Bélgica, sete na Holanda, três na Espanha e três no Reino Unido.

Durante as operações policiais, armas e veículos de luxo foram apreendidos, "cerca de quarenta veículos" no total, assim como 1,3 milhão de euros em espécie.

Em coletiva de imprensa em Bruxelas, o procurador federal Frédéric Van Leeuw e os chefes das promotorias de Amberes e Limburgo reivindicaram ao governo belga mais recursos, pois "os meios atuais são claramente insuficientes", disse Van Leeuw.

mad/fmi/avz/eg/jz/mvv