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Centrais de carbono na China ameaçam neutralidade de carbono prevista para 2060

20/11/2020 10h10

Pequim, 20 Nov 2020 (AFP) - A China deve interromper a construção de novas centrais elétricas movidas a carvão e reforçar sua capacidade nas energias renováveis, se quiser atingir sua meta de "neutralidade de carbono" até 2060 - aponta um estudo divulgado nesta sexta-feira (20).

Para surpresa geral, o presidente chinês, Xi Jinping, prometeu em um discurso na Assembleia Geral da ONU em setembro que seu país, nessa data, absorverá tanto carbono quanto emitir.

Um estudo do Centro de Pesquisa sobre Energia e Ar Limpo (CREA), com sede em Helsinque, considera que as sobrecapacidades das usinas existentes e das novas em andamento na China comprometem esse objetivo.

O organismo pede ao governo chinês que pare de construir as centrais de carvão previstas a partir de 2020 e que dobre o crescimento das energias eólica e solar nos próximos dez anos.

Se as medidas apropriadas não forem tomadas, os pesquisadores estimam que os níveis de dióxido de carbono emitidos pelo gigante asiático vão apenas diminuir, em comparação com os de 2020.

"O setor de produção de energia elétrica deve atingir o nível zero de emissão o mais rápido possível", insiste o relatório.

Além da promessa de "neutralidade do carbono", Xi Jinping garantiu em setembro que seu país chegará a seu máximo de emissões antes de 2030.

Ainda segundo o estudo, porém, essas emissões devem ser reduzidas imediatamente nas centrais a carvão chinesas.

O anúncio de Xi Jinping em setembro foi uma surpresa, já que a China, na falta de outras fontes de energia, tem dependido em grande medida do carvão nas últimas décadas para garantir sua produção de eletricidade e seu desenvolvimento econômico.

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