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Biden promete que 'ajuda está a caminho' ao apresentar equipe econômica contra crise

01/12/2020 18h32

Washington, 1 dez 2020 (AFP) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, apresentou nesta terça-feira sua equipe econômica e prometeu liderar uma recuperação "em tempos difíceis" de pandemia.

Biden apostou em um time com forte tom feminino, que representasse a diversidade dos Estados Unidos e formado por personalidades consagradas em suas áreas, com o objetivo de reativar a economia do país, que sofre uma taxa de desemprego que chega ao dobro do nível anterior da pandemia e com um crescimento ameaçado.

"São tempos difíceis, mas a ajuda está a caminho", afirmou o democrata ao apresentar sua equipe, liderada por Janet Yellen, ex-presidente do Federal Reserve, que se tornará a primeira secretária do Tesouro se for confirmada pelo Congresso.

Biden aproveitou a cerimônia, que aconteceu em seu reduto, Wilmington, Delaware, para pedir ao Congresso que aprove um pacote de ajuda "robusto" frente a "necessidades urgentes", após semanas de paralisação das negociações entre democratas e republicanos, que divergem sobre o montante de um eventual novo plano de alívio e sobre até onde a ajuda deve ser dirigida.

- 'Crise histórica' -

Durante a apresentação, Janet Yellen afirmou que "é essencial" agir com urgência. "Há tanta gente que não consegue colocar comida na mesa e pagar suas contas", denunciou a economista, que chamou a crise atual de histórica e advertiu que "a falta de ação poderia provocar uma recessão retroalimentada, que causaria ainda mais danos".

O evento aconteceu horas depois que um grupo bipartidário de senadores propôs um plano de alívio econômico de cerca de 900 bilhões de dólares ante a urgência de apoiar desempregados que esgotaram suas reservas.

Até agora, o governo e o Congresso não conseguiram negociar um segundo plano de resgate para a economia, após um primeiro programa, lançado no começo da pandemia, de US$ 2,2 trilhões.

O plano apresentado hoje marca uma linha intermediária entre o desejo da presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi - que defende um novo plano de US$ 2 trilhões - e os US$ 500 bilhões que os republicanos, que controlam o Senado, estão dispostos a aprovar.

O tempo é curto, pois a recuperação começa a definhar diante da nova onda de casos, que pode ser agravada pelos deslocamentos do último fim de semana prolongado de Ação de Graças.

O secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, deve conversar com Nancy Pelosi esta tarde, indicou o funcionário antes de entrar em uma audiência no Congresso, à qual também compareceu o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. Este último alertou que meses "difíceis" estão por vir, devido ao aumento de casos de covid-19 no país e no exterior, e que desafios e incertezas persistem.

- Expectativa de acordo antes do Natal -Nos Estados Unidos, país do mundo com mais casos e mais mortes na pandemia, com 268.103 óbitos, o fim do ano também marca uma contagem regressiva para 12 milhões de pessoas que vão esgotar seu seguro-desemprego em 26 de dezembro. As proteções contra o despejo de inquilinos e o alívio da dívida dos estudantes também estão expirando.

"Seria imperdoável chegarmos ao recesso de Natal sem um acordo", declarou o senador democrata Joe Manchin, que, juntamente com a senadora republicana Susan Collins e outros congressistas, promove um plano de consenso.

Para os desempregados, este plano contempla US$ 180 bilhões para fornecer ajuda extraordinária e contém uma demanda que é central para os democratas: uma provisão de US$ 160 bilhões para ajudar os governos estaduais e locais.

"Dizem que não é o que todos nós gostaríamos", disse indicou a senadora republicana Lisa Murkowski a repórteres. "Este é um alívio emergencial, é voltado para nos ajudar a entrar no próximo trimestre", explicou.

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