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Desemprego nos EUA registra leve queda em novembro, a 6,7%

04/12/2020 13h40

Washington, 4 dez 2020 (AFP) - A economia dos Estados Unidos criou 245.000 vagas em novembro, e a taxa de desemprego teve leve queda, para 6,7% - informou o governo nesta sexta-feira (4).

Embora o índice de desemprego tenha cedido de 6,9% para 6,7% em um mês, atingindo um mínimo desde que a pandemia pulverizou o mercado de trabalho, ainda há 10,7 milhões de desempregados no país, aos quais se somam pessoas que pararam de procurar uma vaga.

As autoridades destacaram que esse índice está oito pontos abaixo do máximo alcançado durante a pandemia, em abril, mas permanece 3,2 pontos percentuais acima do nível anterior à chegada do vírus.

"Estas melhoras no mercado de trabalho refletem a contínua retomada da atividade", afirma o governo, o qual, ao mesmo tempo, amenizou a mensagem, apontando que o ritmo de melhora "se moderou nos últimos meses".

Os analistas esperavam a inclusão de 650 mil vagas no mercado no mês passado, mas vários economistas já haviam alertado que esse número poderia ser muito mais baixo, devido aos indicadores de que as contratações estavam se desacelerando pelo avanço do coronavírus.

Esse cenário preocupa os especialistas, uma vez que o vírus avança sem controle nos Estados Unidos, o país com mais mortes pela pandemia no mundo. Na quinta-feira, os EUA registraram 210 mil novos casos de contágio em um único dia.

Outro dado preocupante é o número de desempregados de longa duração, aqueles que estão sem atividade há 27 ou mais semanas. Em novembro, houve um aumento em 385 mil pessoas, totalizando 3,9 milhões nesta condição.

Outra ponta da crise é que cada vez mais pessoas estão deixando o mercado de trabalho. Segundo o informe, a taxa de participação caiu para 61,5% da população em idade economicamente ativa. Isso representa uma queda de 1,9 ponto percentual, em relação ao nível pré-crise.

- Meses difíceisPara a consultoria Oxford Economics, os dados desta sexta-feira refletem um "arrefecimento das contratações e um número ainda muito alto de novos desempregados".

Entre os economistas, há um consenso sobre a necessidade de um novo plano de estímulo econômico.

O presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano), Jerome Powell, fez um apelo nesse sentido esta semana, afirmando que "meses difíceis" estão por vir.

Gregory Daco, da Oxford Economics, indicou que um novo plano de ajuda aos desempregados e às empresas seria uma "tábua de salvação" para a economia, alertando que, sem esses auxílios, a situação pode piorar.

"Tememos que os próximos meses sejam difíceis para a economia, com riscos de baixa, devido ao fim iminente dos benefícios de desemprego para milhões de americanos e o fim da moratória para os despejos", acrescentou.

Esta semana, um grupo bipartidário de congressistas democratas e republicanos apresentou uma proposta de um novo pacote de estímulo de US$ 900 bilhões para apoiar os desempregados que esgotaram seus benefícios e economias, assim como muitas empresas que estão correndo risco de fechar.

an/lda/tt