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Desemprego dispara nos EUA à espera de plano de ajuda

10/12/2020 15h44

Washington, 10 dez 2020 (AFP) - Os novos pedidos de seguro-desemprego cresceram 137.000 na semana passada nos Estados Unidos, segundo dados do governo, publicados nesta quinta-feira (10), à espera de novas ajudas federais.

O aumento de pedidos foi muito maior do que o esperado pelos economistas e gera mais pressão sobre os legisladores para que rompam com a estagnação com relação a um novo pacote de recursos federais para ajudar as famílias e as empresas afetadas pela crise resultante da pandemia.

As negociações se arrastam há meses, embora não tenha havido acordo. Nos últimos dias, surgiram novas propostas que ainda não tiveram o apoio de todas as partes.

Com milhões de trabalhadores desempregados que deixarão de receber ajuda logo após o Natal, democratas e republicanos coincidem em que o Congresso não pode se permitir deixar de se reunir antes de obter uma solução positiva.

- Mercado de trabalho frágil -Entre 29 de novembro e 5 de dezembro, um total de 853.000 pessoas pediram ajuda ao desemprego pela primeira vez, o que representa uma alta de 137.000.

O dado reflete o alto nível de demissões em paralelo com um forte avanço da pandemia nos Estados Unidos, o país do mundo com mais mortes pela covid-19.

A média das previsões dos especialistas estava em torno de 720.000 novas inscrições.

"Os pedidos reverteram a tendência da semana passada e subiram ao maior nível desde setembro", explicou a economista-chefe para os Estados Unidos da consultoria HFE, Rubeela Farooqi.

A analista explicou que provavelmente os dados da semana passada sofreram uma distorção pelo feriado do Dia de Ação de Graças e que as estatísticas recentes refletem melhor a tendência de uma deterioração da situação.

Farooqi disse, ainda, ser provável que a crise sanitária piore e que a implementação de medidas para conter a propagação do vírus provavelmente restringirá a atividade econômica.

Na semana que terminou em 21 de novembro, o total de trabalhadores que receberam alguma forma de assistência, inclusive dois programas de emergência pela pandemia, caíram em 1,1 milhão, até 19 milhões de beneficiários.

Várias ajudas extraordinárias recebidas pelas pessoas que em situações normais não se qualificariam para o seguro-desemprego expiram no fim do ano, exceto se o Congresso aprovar um acordo entre democratas e republicanos para impulsionar um novo pacote.

- Negociações -A criação de empregos em novembro foi decepcionante e quase 11 milhões de pessoas estão desempregadas desde o começo da pandemia.

Os economistas advertem que dezembro poderia piorar as coisas.

"Visto que os casos de covid-19 e as mortes alcançam novos máximos regularmente, estes relatórios questionam o crescimento do emprego em dezembro, especialmente em vista da rápida desaceleração do crescimento em novembro", disse Robert Frick, da Navy Federal Credit Union.

O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, divulgou nesta terça uma proposta de ajuda de US$ 916 bilhões, que contempla a extensão de benefícios ao desemprego, ajuda aos governos estaduais e locais em dificuldades, proteções de responsabilidade a empresas e cheques de 600 dólares a todos os contribuintes.

No entanto, os líderes democratas dizem que o plano da Casa Branca é insuficiente e, no entanto, continuam insistindo em um de US$ 908 bilhões, apresentado na semana passada por legisladores democratas e republicanos.

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