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Biden vai ao coração dos EUA em busca de apoio para seu plano econômico

16/02/2021 19h03

Washington, 16 Fev 2021 (AFP) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, se dirigirá diretamente à nação nesta terça-feira (16) em um fórum televisionado em Wisconsin em busca de apoio para seu pacote de estímulo econômico de 1,9 trilhão de dólares para enfrentar a pandemia.

Em sua primeira viagem oficial fora de Washington como presidente, Biden aposta em escapar do confronto partidário entre os legisladores - exacerbado após a absolvição de Donald Trump no julgamento político de sábado -, falando com cidadãos comuns em um evento organizado pela CNN em horário nobre em Milwaukee.

No fórum, que será transmitido ao vivo, Biden será visto "conversando com o povo de Wisconsin, com aqueles que concordam com ele e com aqueles que discordam dele", revelou a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, a repórteres.

O presidente está "intensamente focado" em fazer com que seu projeto seja aprovado, completou Psaki.

O pacote de estímulo de Biden mais que dobraria o valor de auxílio da última medida aprovada pelo Congresso em dezembro, depois de um intenso debate.

O governo Biden diz que as implementações maciças de dinheiro, incluindo os cheques de 1.400 dólares que planeja enviar para muitos americanos, são cruciais para evitar que a recuperação econômica, já lenta, fique estagnada.

Outro objetivo importante do grande plano de resgate é impulsionar a vacinação contra a covid-19, um desafio logístico, médico e financeiro do qual o sucesso do mandato de Biden pode depender.

O gigantesco valor deste projeto de lei de estímulo, assim como alguns dos detalhes de gastos, gera ceticismo na maioria dos republicanos no Congresso.

- Não é casualidade -Além dos finais de semana em sua casa em Delaware ou na residência presidencial em Camp David, o voo do Air Force One de Biden nesta terça-feira será sua primeira viagem fora da capital desde que assumiu o cargo há um mês.

O fato de que Biden vai a Wisconsin para esse fórum televisionado não é mera casualidade. Nesse estado, ele ganhou por apenas 20.000 votos contra Trump em novembro. E Wisconsin voltará a ocupar um lugar de destaque nas eleições legislativas de metade de mandato em 2022 e na disputa presidencial de 2024.

Na quinta-feira, Biden irá para outro estado de voto pendular quando visitar a fábrica do laboratório Pfizer em Kalamazoo, Michigan, onde são fabricadas vacinas contra o coronavírus.

Na sexta-feira, Biden impulsionará seu plano de estímulo no cenário internacional quando participar da cúpula virtual do G7 e na Conferência de Segurança de Munique.

Segundo a Casa Branca, o presidente vai enfatizar "a importância de que todos os países industrializados mantenham o apoio econômico para a recuperação e as medidas coletivas para uma melhor reconstrução".

Os democratas, que têm maioria, embora pequena, tanto na Câmara dos Representantes quanto no Senado, podem forçar a aprovação do pacote de Biden sem o apoio republicano. Mas Biden assumiu o cargo insistindo que buscaria soluções com acordos bipartidários, virando a página sobre o estilo ultradivisivo de Trump. Portanto, ele espera ter o apoio de pelo menos alguns republicanos.

- Aprovação de 55% -Biden se encontrou na sexta-feira passada no Salão Oval com um grupo de governadores e prefeitos democratas e republicanos para discutir o polêmico pacote de ajuda.

Sofrendo com as consequências da crise econômica e de saúde nos Estados Unidos, as autoridades locais e regionais foram um público relativamente receptivo.

"Todos vocês estão na linha de frente e lidando com a crise desde o primeiro dia", disse Biden.

Os esforços de Biden para obter luz verde para seu plano econômico parecem estar dando frutos, pelo menos entre os eleitores.

Uma pesquisa da Quinnipiac neste mês mostrou que quase 70% dos americanos apoiam o pacote de estímulo, enquanto uma pesquisa da CNBC relatou que 64% acreditam que a quantia é suficiente. Apenas 36% das pessoas entrevistadas acreditam que será preciso um pacote ainda maior.

O próprio Biden tem uma base sólida de quase 55% de aprovação. Trump ainda pode ter forte controle sobre a base de eleitores republicanos, mas seu índice de aprovação médio final ao deixar o cargo foi de 38,6%.

"Se você olhar as pesquisas, verá que elas são muito consistentes", disse Psaki. "A grande maioria do povo americano gosta do que vê neste pacote e isso deveria ser levado em consideração pelos membros do Congresso", concluiu.

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