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Países da UE aprovam reforma de política agrícola

28/06/2021 14h21

Luxemburgo, 28 Jun 2021 (AFP) - Os ministros da Agricultura da UE aprovaram, nesta segunda-feira (28), um acordo selado na sexta-feira (25) com os eurodeputados sobre a reforma da Política Agrícola Comum (PAC), que visa tornar a atividade mais ecológica e sustentável.

"Chegamos a um acordo equilibrado" que permitirá uma política agrícola "mais sustentável e justa" ao apoiar uma "transição para uma agricultura que respeita o ambiente e o clima" e também a "competitividade", afirmou a ministra da Agricultura de Portugal, Maria do Céu Antunes, negociadora em nome dos Estados do bloco.

Representantes de países da UE e deputados do Parlamento Europeu chegaram a um acordo que parecia impossível para reformar a política agrícola comum do bloco.

O PAC tem um enorme orçamento de 387 bilhões de euros (cerca de 472 bilhões de dólares), dos quais 270 bilhões de euros em ajudas diretas aos produtores.

O acordo, agora ratificado pelos países, refere-se, em particular, aos chamados eco-regimes, bônus que serão atribuídos aos agricultores que adotem programas ambientais exigentes.

Os eurodeputados exigiam que estes bônus representassem pelo menos 30% dos pagamentos diretos aos agricultores, enquanto os Estados se mantiveram firmes no limite de 20%. Finalmente, depois de muitas negociações, eles concordaram em 25% até 2027.

"Estávamos ansiosos para encontrar um equilíbrio entre o desenvolvimento econômico das fazendas e a proteção necessária do meio ambiente e do clima", declarou a eurodeputada francesa Anne Sander, uma das principais negociadoras do acordo.

"Algumas pessoas às vezes perdem de vista que sem renda agrícola não haverá sustentabilidade ambiental e climática", acrescentou.

Os eurodeputados e os negociadores dos Estados-membros também concordaram em penalizar os agricultores que não respeitem os direitos dos trabalhadores, com o risco de cortes nos pagamentos em caso de violação.

Uma das discussões mais polêmicas centrou-se nos requisitos de biodiversidade, em que os ambientalistas pediam mais compromissos da parte dos agricultores.

A ONG Greenpeace, porém, não escondeu sua decepção.

"Este acordo perpetua o status quo, dando continuidade ao apoio desastroso às fazendas industriais que estão devastando o meio ambiente", disse Marco Contiero, do Greenpeace.

jug-ahg/eg/ap