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Pentágono anula mega-contrato de informática atribuído à Microsoft contra a Amazon

06/07/2021 19h01

Nova York, 6 Jul 2021 (AFP) - O Departamento de Defesa dos EUA cancelou nesta terça-feira (6) um contrato de informática de 10 bilhões de dólares concedido à Microsoft em 2019 em detrimento da Amazon e planeja convocar mais empresas.

Esse contrato não atende mais às necessidades do Pentágono, especialmente devido à "evolução das demandas" e "avanços no setor", disse o departamento em um comunicado.

No entanto, as forças armadas precisam "urgentemente" de serviços em nuvem (internet desmaterializada) fornecidos por empresas habilitadas para trabalhar em todos os níveis de inteligência secreta", disse John Sherman, chefe dos sistemas de informação do departamento, a repórteres.

Consequentemente, o Pentágono iniciará um novo procedimento para recrutar várias empresas especializadas e não apenas uma; provavelmente começando com a Microsoft e a Amazon.

- Batalha judicial -A Microsoft obteve o contrato em 2019, o que gerou reclamações e uma contestação formal da Amazon, alegando que ela foi descartada por motivos políticos.

A Amazon, considerada a favorita ao acordo, lançou uma batalha judicial contra a atribuição do contrato à Microsoft. Mas sua reclamação foi rejeitada por um juiz em abril.

A Amazon alegou que perdeu o contrato por causa de uma vingança do ex-presidente Donald Trump contra seu fundador Jeff Bezos.

O Pentágono agora buscará propostas "de um número limitado de fontes", incluindo Amazon e Microsoft, disse o comunicado. Acrescenta que a pesquisa de mercado indica que esses dois fornecedores são os únicos provedores de serviços em nuvem (internet desmaterializada) capazes de se ajustar ao que é necessário, mas ainda considerariam outras empresas.

O chamado programa JEDI foi projetado para que todos os ramos das forças armadas compartilhem informações na nuvem e com inteligência artificial.

"Entendemos os motivos do Departamento de Defesa", reagiu a Microsoft assim que se soube da decisão tomada nesta terça-feira.

O departamento teve "uma escolha difícil: manter o que poderia vir a ser uma batalha judicial de vários anos ou encontrar outra maneira", disse a Microsoft em seu site.

"A segurança dos Estados Unidos é mais importante do que qualquer contrato", frisou o grupo, que também disse "respeitar e aceitar a decisão de seguir um caminho diferente para proteger uma tecnologia essencial".

- Capazes de responder -O departamento agora planeja buscar empresas para um novo contrato chamado JWCC (Joint Warfighter Cloud Capability), que substituirá a JEDI.

Sherman se recusou a fornecer dados específicos sobre o novo contrato. Ele apenas indicou que provavelmente custaria "vários bilhões de dólares", mas sugeriu que não alcançaria a marca de 10 bilhões do contrato JEDI.

O departamento disse que começará a solicitar ofertas da Microsoft e da Amazon, os únicos dois grupos que considera "capazes de responder às necessidades".

Mas ele também planeja fazer uma pesquisa de mercado para determinar se outros fornecedores com base nos Estados Unidos podem atender às suas demandas.

"Se encontrarmos fornecedores suplementares que possam responder igualmente às nossas necessidades, também encaminharemos as solicitações a eles", disse Sherman.

Ele enfatizou que a anulação do contrato JEDI não significa que o Pentágono cometeu um "erro".

JEDI "foi uma boa abordagem" quando foi concebido, disse ele. Mas "o cenário mudou tanto quanto o que precisamos" e os militares agora estão usando muitos recursos da nuvem, acrescentou.

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