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Cultivo de coca na Bolívia teve aumento recorde em 2020, de acordo com a ONU

31/08/2021 18h31

La Paz, 31 Ago 2021 (AFP) - A área cultivada de coca na Bolívia aumentou 15% entre 2019 e 2020, o maior aumento já registrado, segundo relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) divulgado nesta terça-feira (31).

"Não existe folha de coca ilegal em nosso país, mas existe a folha de coca não autorizada", enfatizou o ministro do Interior, Eduardo Del Castillo, durante a apresentação.

Também participaram do evento o representante do UNODC na Bolívia, Thierry Rostan; o Ministro das Relações Exteriores, Rogelio Mayta; e o chefe da Cooperação da União Europeia (UE) na Bolívia, Emanuel Amaral.

De acordo com o relatório, que inclui dados sobre as plantações de coca desde 2010, a área cultivada vinha diminuindo desde então, quando era de 31.000 hectares, para um mínimo histórico de 20.200 em 2015.

A partir de 2016, essa tendência se inverteu e a área plantada da folha de coca cresceu, com altos e baixos, chegando a 29,4 mil hectares no ano passado, incluindo reservas naturais.

"De 22 áreas protegidas [na Bolívia], seis foram identificadas como afetadas pelas plantações de coca", afirma o documento. "Quatro das seis áreas protegidas mostram um aumento no cultivo de coca até 2020", acrescenta.

Originária dos Andes, a coca é mundialmente conhecida porque a partir dela se obtém a cocaína, um estimulante altamente viciante e popular como droga recreativa.

O uso do arbusto do gênero erythroxylum, que pode atingir três metros de altura, é uma tradição na Bolívia, onde é legal consumi-lo em seu estado natural como energizante, como remédio, em rituais e para pesquisas.

msr/yow/am

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