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Opep+ confirma aumento gradual da oferta de petróleo

01/09/2021 19h11

Londres, 1 Set 2021 (AFP) - Os países-membros da Opep+ validaram nesta quarta-feira (1º) a estratégia decidida em meados de julho e vão aumentar modestamente sua produção no próximo mês, ao final de uma reunião do cartel.

A Opep+ "confirma (...) o ajuste em alta da produção mundial mensal de 400.000 barris por dia para o mês de outubro", disse o grupo em um comunicado publicado em seu site pouco antes das 13h00.

A cúpula ministerial dos 23 países - 13 membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e mais 10 países aliados - foi realizada por videoconferência. A próxima reunião será no dia 4 de outubro.

Dessa forma, o cartel decidiu estender a estratégia acertada em 18 de julho, ou seja, o aumento da produção a partir de agosto em 400 mil barris por dia.

Nesse ritmo, os 5,4 milhões de barris que o cartel continua deixando no subsolo a cada dia devem voltar ao mercado no outono de 2022 no hemisfério norte.

Um aumento na produção "também deve permitir preservar a coesão entre os principais membros da aliança, pondo fim ao drama político que marcou reuniões importantes no passado recente", comentou Han Tan, um especialista da Exinity, antes da reunião.

- "Coesão" -Com a decisão, o clube de produtores apresentou uma imagem de unidade, ainda que sua história seja recheada de disputas internas, como o episódio no início do verão em que os Emirados Árabes Unidos denunciaram publicamente uma "injustiça".

Os Emirados, que faziam campanha para aumentar a base de cálculo de sua cota de produção de petróleo, acabaram conquistando um bom resultado: sua cota, como a de vários outros países (Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Rússia), foi ajustada para cima, numa revisão que entrará em vigor em maio de 2022.

Embora a curta duração da reunião desta quarta mostre que o consenso foi alcançado rapidamente, o vice-primeiro-ministro russo Alexander Novak, encarregado de Energia, causou certa confusão pouco antes da reunião, dizendo que seu país estava em posição de aumentar sua produção além das cotas, segundo informou a agência Interfax.

- Sem ceder à pressão -Mantendo sua estratégia prudente, o grupo seguiu as projeções dos analistas, sem ceder às pressões de Washington.

"Antes da reunião, o grupo parecia enfrentar uma série de pressões contraditórias", reagiu Caroline Bain, da Capital Economics.

A Opep+ está atenta ao ressurgimento dos contágios de covid-19, uma grave ameaça para a demanda de petróleo cru, embora tenha tentado ser tranquilizadora.

"Embora os efeitos da pandemia continuem causando certa incerteza, os fundamentos do mercado se fortaleceram", disse.

A Casa Branca indiretamente exigiu um aumento mais significativo na produção do cartel para limitar o aumento dos preços, que pesa no preço do combustível para os americanos.

Em 11 de agosto, o assessor de segurança nacional dos EUA, Jake Sullivan, observou que os membros do grupo liderado pela Arábia Saudita e pela Rússia não estão fazendo "o suficiente" para aumentar a produção de petróleo, o que ameaça a recuperação econômica e os preços nas bombas.

No entanto, o cartel pareceu priorizar outros fatores, como o ressurgimento da pandemia devido à variante Delta do coronavírus, na Índia na primavera e, em menor escala, na China no verão.

Como um incentivo adicional para não abrir as torneiras muito cedo ou muito rapidamente, os dois preços de referência do petróleo registraram seu pior mês desde outubro de 2020 em agosto.

Como incentivo adicional para não abrir as torneiras cedo ou rápido demais, os dois preços de referência do petróleo cru registraram em agosto seu pior mês desde outubro de 2020.

Após a decisão da Opep+, os preços do barril de Brent e de WTI reagiram com calma, recuperando pouco após as 14h de Brasília o nível de fechamento do dia anterior, após terem operado em pequena baixa na primeira hora do dia.

bp/acc-jvb/es/mr/mvv

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