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PIB do Brasil contrai 0,1% no 2T

01/09/2021 10h49

São Paulo, 1 Set 2021 (AFP) - A economia brasileira contraiu 0,1% no segundo trimestre de 2021 em relação ao trimestre anterior, com o crescimento abaixo das expectativas do mercado, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse resultado põe fim à recuperação registrada nos três trimestres anteriores, em meio à incerteza gerada pelo aumento da inflação, do aumento das taxas de juros e do impacto da pior seca em quase um século.

O indicador ficou abaixo do esperado: o mercado previa um crescimento trimestral da ordem de 0,2%, segundo a média das estimativas divulgadas pelo jornal Valor Econômico.

Em comparação com o mesmo período de 2020, quando a pandemia atingia em cheio a maior economia da América Latina, o PIB cresceu 12,4%.

Nesse período, a economia teve seu pior resultado durante a pandemia devido ao impacto das medidas adotadas para conter o coronavírus.

Em relação ao bom desempenho nos três primeiros meses do ano, temores sobre a expansão das variantes do coronavírus, o aprofundamento de uma seca histórica e o aumento da inflação condicionaram o resultado do segundo trimestre.

A maior queda foi da Agropecuária (-2,8%), seguida pela Indústria (-0,2%). Por outro lado, os Serviços cresceram 0,7%.

O Banco Central elevou em agosto a taxa básica de juros em um ponto percentual, a 5,25%, e planeja aumento semelhante este mês, para conter o avanço da inflação, que acumulo em julho 8,99% em 12 meses.

"A gente está vendo uma inflação alta, que o Banco Central vai ter que agir porque não é só por conta da elevação de preços da energia ou gasolina, é uma alta disseminada. Por isso, o Banco Central fala que vai colocar a taxa de juros acima da taxa neutra. A consequência da taxa de juros acima da neutra é uma economia que desacelera", destaca Paula Magalhães, economista-chefe da consultoria A.C. Pastore & Associados.

As projeções para o ano são de crescimento de 5,22%, de acordo com o último boletim Focus sobre expectativas de mercado, divulgado pelo Banco Central.

O mercado também projeta uma inflação de 7,27% segundo o relatório Focus, acima da meta de 3,75% estabelecida pelo Banco Central.

mls/jm/mr

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