PUBLICIDADE
IPCA
0,87 Ago.2021
Topo

Caminhoneiros continuam bloqueando estradas no Brasil em apoio a Bolsonaro

09/09/2021 13h48

Brasília, 9 Set 2021 (AFP) - Caminhoneiros a favor de Jair Bolsonaro continuaram bloqueando as principais rodovias de pelo menos 15 estados brasileiros na manhã desta quinta-feira (9), apesar do apelo do presidente de que acabem com os protesto para não prejudicar a economia.

De acordo com o último boletim do ministério da Infraestrutura, houve redução de 10% nos bloqueios em relação à madrugada de quarta-feira, quando os estados afetados eram 16 dos 27 que o Brasil possui.

Em mensagem de áudio distribuída na noite de quarta-feira entre grupos de motoristas mobilizados a seu favor, Bolsonaro alertou que esses bloqueios, que afetam rodovias de estados como Rio de Janeiro, Pará, Bahia e Santa Catarina, "atrapalham" a principal economia latino-americana.

"Isso causa desabastecimento, inflação, prejudica a todos, principalmente os mais pobres", declarou o presidente.

O estado de São Paulo, o mais rico e populoso do país, que não aparece na última reportagem do ministério, tem visto bloqueios, segundo a imprensa local.

O protesto dos caminhoneiros, que não conta com o apoio dos sindicatos e federações do setor, começou na terça-feira, dia da Independência, quando Bolsonaro, muito desgastado nas urnas, discursou para seus apoiadores em protestos massivos em várias cidades do país, pronunciando fortes ameaças às instituições e ataques ao sistema eleitoral, causando um sério conflito de poderes.

Em Brasília, dezenas de caminhões pararam na avenida principal da Esplanada dos Ministérios e se recusaram a desbloquear o trânsito, de onde a polícia tentou retirá-los durante a noite.

Em faixas penduradas em seus caminhões e postes de luz, inscrições como "Intervenção militar com Bolsonaro no poder", "Prisão para juízes corruptos do Supremo Tribunal Federal" ou "Bolsonaro ativa as Forças Armadas e criminaliza o comunismo".

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, também gravou um vídeo para os caminhoneiros, pedindo que ouçam as palavras do presidente.

"Sabemos que todos estão preocupados em melhorar a situação do país, com a resolução de problemas graves, mas não podemos tentar resolver um problema criando outro", disse o ministro no vídeo, enviado à AFP por sua assessoria na imprensa.

A mobilização dos caminhoneiros reacendeu o fantasma da greve do setor, que em 2018 paralisou o país por vários dias, em protesto contra o aumento do combustível e outras reivindicações.

jm/yo/ap

PUBLICIDADE