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Caminhoneiros partidários de Bolsonaro suspendem bloqueio em estradas no Brasil

09/09/2021 18h28

Brasília, 9 Set 2021 (AFP) - Caminhoneiros a favor de Jair Bolsonaro suspenderam os bloqueios montados nas principais rodovias de pelo menos 15 estados do Brasil, mas seguem concentrados em diversos pontos do país, informou nesta quinta-feira (9) o Ministério da Infraestrutura.

"Às 14h30 do dia 9 de setembro de 2021 ainda são registrados pontos de concentração em rodovias federais de 13 estados, mas não há mais registros de interdições na malha rodoviária nacional", diz o último boletim da pasta.

Um porta-voz do ministério confirmou à AFP que Bolsonaro recebeu hoje (9), em Brasília, "durante algumas horas", vários representantes dos caminhoneiros, mas sem oferecer detalhes sobre o que foi conversado entre as partes.

Em mensagem de áudio distribuída na noite de quarta-feira (8) entre grupos de motoristas mobilizados a seu favor, Bolsonaro pediu o fim desses bloqueios, que causam "desabastecimento, inflação" e prejudicam "principalmente os mais pobres".

O protesto dos caminhoneiros, que não conta com o apoio dos sindicatos e federações do setor, começou na terça-feira (7), dia da Independência, quando Bolsonaro, que vem perdendo apoio nas pesquisas de opinião, discursou para seus apoiadores - que realizaram protestos massivos em várias cidades do país -, pronunciando fortes ameaças às instituições e ataques ao sistema eleitoral.

Em Brasília, dezenas de caminhões permaneciam estacionados esta tarde na avenida principal da Esplanada dos Ministérios, que segue fechada ao trânsito pela polícia.

Em faixas penduradas em seus caminhões e em postes de luz, os manifestantes exibiam inscrições como "Intervenção militar com Bolsonaro no poder", "Prisão para juízes corruptos do Supremo Tribunal Federal" e "Bolsonaro aciona as Forças Armadas e criminaliza o comunismo".

A AFP também constatou que essas mesmas palavras de ordem foram entoadas durante as manifestações de terça-feira (7).

A mobilização dos caminhoneiros reacendeu o fantasma da greve do setor, que em 2018 paralisou o país por vários dias, em protesto contra o aumento do combustível e outras reivindicações.

jm/mls/yow/ap/rpr/mvv

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