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Receita mundial do carbono chega a US$ 57 bi em 2020, apesar da pandemia

21/10/2021 07h25

Paris, 21 Out 2021 (AFP) - Geradas por taxas, ou mercados de cotas, as receitas mundiais relacionadas ao CO2 subiram até US$ 57 bilhões em 2020 - informa o Institute for Climate Economics (I4CE).

"Apesar da covid-19 e da situação da saúde, observamos um aumento das receitas do carbono", destacou a diretora de Pesquisas no I4CE, Marion Fetet, coautora do relatório sobre "as contas mundiais de carbono em 2021" divulgado nesta quinta-feira (21).

No ano passado, as receitas de carbono aumentaram 18% em relação ao ano anterior, e três vezes mais, em comparação com 2016.

Este total está distribuído em US$ 29,5 bilhões oriundos de impostos sobre o carbono, e US$ 27,3 bilhões, do mercado de cotas.

Por trás destas receitas, há uma grande heterogeneidade nos preços das emissões de CO2.

"Mais de 46% das emissões reguladas com uma tarifação de carbono têm um preço inferior a US$ 10" a tonelada, lembram os autores do estudo.

Segundo eles, isso representa um preço que não coincide "com o consenso científico internacional, que considera que o pleno efeito de estímulo destes mecanismos se consegue com preços entre US$ 40 e US$ 80 por tonelada de CO2".

"Isso deve nos fazer perguntar sobre a coerência", afirma Marion Fetet, em entrevista à AFP.

A pesquisadora lembra que, por um lado, os governos tributam as emissões, mas, por outro, subsidiam os combustíveis fósseis.

Os subsídios para combustíveis fósseis "representaram um mínimo de US$ 450 bilhões em 2020", destaca o estudo.

mla/mra/LyS/eb/mb/tt

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