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Biden reduz plano de gastos para US$ 1,75 trilhão e acredita em aprovação no Congresso

28/10/2021 12h51

Washington, 28 Out 2021 (AFP) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta quinta-feira (28) o novo montante de seu projeto de gastos sociais e ambientais, que foi reduzido para US$ 1,75 trilhão, e disse que "confia" na aprovação dos democratas, o que seria uma vitória política para o mandatário, horas antes de partir para as reuniões do G20 e da COP26 na Europa.

Biden fracassou em sua meta inicial de conseguir a aprovação no Congresso de um plano muito mais ambicioso, apesar de seu partido ter uma maioria mínima, antes de ir para Roma, na Itália, para se reunir com o papa Francisco e com os líderes do G20, e depois para a cúpula do clima da ONU, em Glasgow, na Escócia.

Diante desse panorama, Biden fez uma dramática intervenção de última hora para oferecer aos democratas um acordo "muito bom para ser rejeitado", segundo alguns funcionários do alto escalão do governo americano.

Colocando em jogo todo prestígio de sua Presidência, Biden compareceu ao Capitólio para apresentar o acordo aos líderes democratas.

Depois, o presidente fará um pronunciamento ao povo americano na Casa Branca, antes de partir rumo ao aeroporto para embarcar no Air Force One.

A Casa Branca informou que Biden apresentará um projeto de lei para destinar US$ 1,75 trilhão para educação, cuidado infantil, energia limpa e serviços sociais.

Esta é uma cifra muito menor que o montante original, de US$ 3,5 trilhões, que era defendido por Biden e pela ala mais à esquerda do Partido Democrata. Mesmo com valores reduzidos, a aprovação do plano continuaria representando uma importante vitória, um ano depois de Biden derrotar o republicano Donald Trump com a promessa de curar a "alma" dos Estados Unidos.

As diferentes alas dos democratas debateram por semanas os detalhes e os custos do plano, sem conseguirem chegar a um consenso. O impasse colocou o projeto de lei em risco. junto com outra iniciativa destinada a investir US$ 1,2 trilhão adicionais em infraestrutura.

Agora, Biden está seguro de que o Congresso aceitará seu acordo.

"Todo o mundo está no mesmo barco", disse o presidente aos jornalistas, em sua chegada ao Capitólio para se reunir com as lideranças do partido.

"É um bom dia", acrescentou.

Um alto funcionário da Casa Branca, que pediu anonimato, disse que "o presidente acredita que o novo acordo terá o apoio dos 50 senadores democratas e será aprovado na Câmara dos Representantes".

- Tentando fazer história -Outro funcionário disse que os dois projetos de lei impulsionados por Biden representarão "investimentos históricos" e que a Casa Branca "confia" em que, finalmente, haverá consenso entre os democratas.

Em seu discurso marcado para o início da tarde, Biden "falará ao povo americano sobre o caminho a ser seguido para sua agenda econômica e os próximos passos para realizá-la", explicou outro funcionário da Casa Branca.

Os democratas têm o controle das duas câmaras do Congresso e também da Presidência, algo raro nos últimos anos. A vantagem sobre os republicanos é tão estreita, porém, com apenas um voto no Senado e menos de dez na Câmara dos Representantes, que a aprovação de leis importantes tem sido uma missão tortuosa.

Essa situação frustrou Biden em algumas ocasiões, já que apenas dois democratas moderados no Senado frearam suas ambições de gastos sociais, enquanto os democratas de esquerda na Câmara bloquearam o projeto de lei de infraestrutura.

Em resposta às críticas sobre a redução do montante original, um funcionário da Casa Branca afirmou que o plano de US$ 1,75 trilhão continua sendo "um investimento histórico nos Estados Unidos".

Será "o investimento mais transformador em gerações sobre temas como infância e cuidados, o maior esforço da história para combater a mudança climática, uma reforma fiscal histórica para dezenas de milhões de famílias de classe média e a maior expansão de atendimento de saúde acessível em uma década", frisou a fonte.

sms/bgs/yo/mr/rpr/tt

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