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Argentina pagará vencimento com FMI enquanto novo acordo avança

30/11/2021 16h27

Buenos Aires, 30 Nov 2021 (AFP) - A Argentina vai pagar em 18 de dezembro um vencimento de 1,8 bilhão de dólares ao Fundo Monetário Internacional (FMI), enquanto avança em um novo acordo com o organismo multilateral para refinanciar uma dívida de 44 bilhões de dólares.

"Sim, nossa ideia é fazer o pagamento", respondeu nesta terça-feira (30), em coletiva de imprensa, a secretária de Relações Econômicas Internacionais, Cecilia Todesca, ao final de uma reunião do gabinete econômico, chefiada pelo presidente Alberto Fernández.

A Argentina busca fechar um novo acordo com o FMI sobre o empréstimo de 57 bilhões de dólares, concedido ao governo de Mauricio Macri (2015-19), dos quais foram desembolsados 44 bilhões de dólares. Fernández rejeitou as parcelas pedentes após assumir o cargo, em dezembro de 2019.

Este crédito obriga o pagamento de vencimentos em 2022 e 2023 de mais de 19 bilhões de dólares por ano.

O governo se propõe a incluir as diretrizes do novo acordo com o FMI no plano plurianual que Fernández prometeu enviar ao Congresso em dezembro.

"Estamos trabalhando no plano e com o FMI. Gostaríamos de chegar ao melhor acordo possível no menor tempo possível. É uma negociação de envergadura e quando tivermos tudo pronto, o enviaremos (ao Congresso), tal como disse o presidente. Não temos data precisa", disse Todesca.

A funcionária informou que de acordo com as projeções, a economia argentina está "em forte recuperação", após ter caído em recessão em 2018 e experimentado uma queda do PIB de 9,9% em 2020 em meio à pandemia de covid-19.

"Já estamos em torno de 10% de crescimento do PIB este ano. É um dado muito relevante porque viemos de três anos consecutivos de queda. E já estamos 2,6% acima dos dados de setembro de 2018", afirmou.

Por outro lado, a funcionária evitou a polêmica em relação à eliminação do financiamento em pesos de passagens aéreas ao exterior e serviços turísticos em dólares mediante cartões de crédito.

A medida, anunciada na semana passada, afeta um setor minoritário em um país com 40,6% de pobreza e uma das taxas de inflação mais elevadas do mundo (41,8% de janeiro a outubro).

"Não há nenhum tipo de proibição, o que não há é subsídio", afirmou Todesca. "Não podemos subsidiar viagens (ao exterior) em cotas fixas em pesos porque estaríamos dando um subsídio a uma população que não o requer", acrescentou.

Todesca explicou que "as reservas são cuidadas para ter os dólares para continuar crescendo".

As reservas do Banco Central se situam em 44,144 bilhões de dólares.

sa/ls/lda/mvv

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